Regra passa a valer já na Copa Sub-20 e estará em vigor na Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil.
Com o objetivo de incentivar um aumento na representação feminina nas competições e em cargos de liderança, a FIFA anunciou nesta quinta-feira (19) uma nova regra para competições femininas: Os clubes participantes deverão ter pelo duas mulheres na comissão técnica, sendo obrigatória uma treinadora principal ou assistente mulher.
A nova norma, aprovada no Conselho da FIFA, valerá em competições profissionais e juvenis, entre clubes e seleções e tem estreia prevista na Copa do Mundo Feminina Sub-20 que acontecerá em setembro, na Polônia.
Com a implementação, a entidade visa que a expansão do futebol feminino seja acompanhada com maior representação feminina em cargos de comando, especialmente nas funções técnicas. Na Copa do Mundo Feminina de 2023, realizada na Austrália e na Nova Zelândia, apenas 12 das 32 seleções participantes tinham uma mulher no comando da comissão técnica. Esse cenário não apresentou mudanças em relação ao torneio ocorrido na França, em 2019.
A nova regra também estará em vigor na próxima Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no Brasil, em 2027, e na versão ampliada da Copa do Mundo de Clubes Feminina que ocorrerá em janeiro de 2028 ainda sem sede definida.
“Não há mulheres suficientes na função de treinadora hoje. Devemos fazer mais para acelerar a mudança, criando caminhos mais claros, expandindo oportunidades e aumentando a visibilidade para as mulheres em nossas linhas laterais”, afirmou em nota Jill Elis, diretora de futebol da FIFA
A nota divulgada destacou que a nova regra se alinha ao programa da entidade que oferece às confederações associadas apoio para ampliar número de treinadoras, com ações que incluem mentorias, bolsas de estudo e trilhas de desenvolvimento profissional.
OUTRA NOVIDADE
Além da regra, a FIFA também anunciou nesta quinta-feira (19) o valor que será investido na Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá no Brasil: 800 milhões de dólares, cerca de R$ 4,2 bilhões. Trata-se do maior investimento da história do torneio.
Foto: Alex Grimm – Getty Images




