Criado pela CBF em março de 2026, o Grupo de Trabalho da Base (GT da Base) foi estabelecido para discutir e propor melhorias no modelo de formação de atletas no país, alinhando práticas e fortalecendo processos que impactam diretamente o desenvolvimento de jovens jogadores e jogadoras.
A composição do grupo foi formalizada em 12 de março, reunindo 100 profissionais entre representantes da CBF, CBF Academy, federações, clubes, especialistas e ex-jogadores. Pela entidade, integram o GT Aline Pellegrino, Camilla Orlando, Cícero Souza, Claudio Ibrahim (Branco), Cris Gambaré, Edmilson de Moraes, Ênio Gualberto, Fernanda Coimbra, Gabriel Mastrodomenico, Guilherme Dalla Déa, Guilherme Falcão, João Alves, João Paulo Perez, Julio Avellar, Matheus Senna, Mauro Carmélio e Rilany Silva. Pela CBF Academy, participam Rafael Tamashiro, Silvan Lucas e Tiago Pereira. Entre os especialistas convidados estão Augusto Oliveira, Diego Ribas, Euler Victor, Heloísa Rios, João Paulo Medina, José Luiz Portella Pereira, Marcelo Lima, Paulo André e Sadi Luiz Brustolin.
A adesão dos clubes também foi ampla, com inscrições de 35 equipes, incluindo Atlético Mineiro, Avaí Kindermann, Botafogo, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Santos, São Paulo, Corinthians e Vasco, além de federações de 19 estados. Para as tratativas específicas da base feminina, foram convidados clubes como Ferroviária, Internacional, Minas Brasília, Sport e Vitória, além de federações de Amapá, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
As discussões do GT serão guiadas por cinco eixos: calendário e compatibilização escolar; certificação e governança dos clubes formadores; ambiente regulatório; diretrizes nacionais de formação; e desenvolvimento das categorias de base no futebol feminino.
A primeira reunião oficial ocorreu na sede da CBF em 27 de abril, marcando o início dos debates presenciais. No encontro, a coordenadora técnica das Seleções Femininas, Cris Gambaré, destacou que o GT representa “uma grande oportunidade” para orientar clubes, fomentar competições estaduais e estruturar a formação de atletas, reforçando o impacto direto da iniciativa no crescimento do futebol feminino.
Embora pensado para toda a base, o GT tem potencial de gerar avanços significativos para a modalidade feminina, especialmente na ampliação do calendário, qualificação de profissionais, fortalecimento das categorias formativas e criação de um fluxo mais consistente de transição ao alto rendimento.
O grupo será presidido por Felipe Diego Barbosa Silva, da FNF, com relatoria de Helder Melillo, diretor-executivo da CBF. A proposta final será entregue à Presidência da CBF em até 90 dias após a primeira reunião ocorrida em abril.




