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Ministério do Esporte da Colômbia libera jogadoras amadoras na liga e decisão gera polêmica

Regulamento da Liga Feminina de 2026 permite que clubes tenham até 10 jogadoras sem contrato profissional

O Ministério do Esporte da Colômbia promoveu mudanças no regulamento do futebol feminino do país que geraram polêmica. Além de atualizar para 25 o número máximo de jogadoras por elenco, o governo passou a permitir a inclusão de até 10 atletas amadoras nas equipes.

Em comunicado, o Ministério informou que os clubes poderão contar com 15 jogadoras com contratos profissionais e outras 10 com contratos amadores. Por não possuírem vínculo profissional registrado com os clubes, essas atletas não têm acesso às mesmas garantias trabalhistas e de saúde. Assim, em casos de lesão durante a atuação como jogadoras, os times não são obrigados a responder pelos custos médicos e pela recuperação.

A medida foi alvo de críticas da Associação Colombiana de Futebolistas Profissionais (ACOLFUTPRO), que publicou uma nota acusando o governo de respaldar a violação de direitos trabalhistas de mais de 100 jogadoras.

Após a repercussão negativa da decisão, o Ministério do Esporte divulgou um novo comunicado afirmando que a medida não representa um retrocesso para o futebol feminino. Segundo a entidade, o objetivo da regulamentação é fortalecer a profissionalização, a proteção das atletas e a equidade no esporte feminino colombiano.

A ACOLFUTPRO também apresentou uma denúncia contra o Ministério do Esporte da Colômbia por suposta omissão na fiscalização da Federação Colombiana de Futebol (FCF) e da DIMAYOR. Segundo a associação, o regulamento da Liga Feminina de 2026 viola os direitos das atletas ao permitir a participação de jogadoras sem contrato profissional.

A decisão também reacendeu críticas históricas sobre a precarização do futebol feminino colombiano, tema já denunciado anteriormente por atletas e pela Associação Colombiana de Futebolistas Profissionais.

Foto: Reprodução/America de Cali

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