Competição chega à quarta edição entre 24 de novembro e 12 de dezembro, terá cinco grupos e decisão no Canindé
A Copinha F Petrobras 2026 teve seus grupos definidos nesta quarta-feira (23), em São Paulo. Em sua quarta edição, o torneio reunirá 20 clubes de dez estados e das cinco regiões do Brasil, consolidando a competição como uma das principais disputas nacionais de base do futebol feminino.
Organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), a competição será disputada entre 24 de novembro e 12 de dezembro. A decisão está marcada para o Estádio do Canindé, na zona norte da capital paulista.
A edição de 2026 também marca a entrada da Petrobras como patrocinadora que dá nome ao torneio. A parceria com a FPF foi renovada até o fim de 2027 e contempla investimentos em competições, formação de atletas e projetos voltados ao desenvolvimento do futebol feminino.
Copinha Feminina 2026 é lançada com 20 clubes
Os 20 participantes foram distribuídos em cinco grupos com quatro equipes. Palmeiras, Corinthians, Ferroviária, São Paulo e Santos foram definidos previamente como cabeças de chave. Os demais clubes foram divididos em potes para o sorteio.
Em referência à cidade-sede, cada chave recebeu o nome de um ponto conhecido de São Paulo. As partidas da primeira fase serão concentradas em quatro estádios.
Grupo A: MASP, no Canindé
- Palmeiras
- Flamengo
- Vasco
- Tarumã-AM
Grupo B: Copan, no Estádio Nicolau Alayon
- Corinthians
- Red Bull Bragantino
- Atlético-MG
- Ação-MT
Grupo C: Ibirapuera, no CERET
- Ferroviária
- Centro Olímpico
- Grêmio
- Aliança
Grupo D: Mercadão, na Arena Ibrachina
- São Paulo
- Fluminense
- Vitória
- Criciúma
Grupo E: Cantareira, no CERET
- Santos
- Botafogo
- Internacional
- Sport
A distribuição também mantém a presença nacional que passou a marcar a Copinha F. São Paulo tem sete representantes, enquanto Rio de Janeiro conta com quatro. Minas Gerais tem um clube, assim como os estados de Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco e Amazonas. Rio Grande do Sul aparece com Grêmio e Internacional.
Veja os grupos e o formato da competição
Na primeira fase, os quatro times de cada grupo se enfrentam uma vez, em turno único. Ao fim das três rodadas, os cinco líderes avançam para as quartas de final, acompanhados pelos três melhores segundos colocados.
A partir das quartas, os confrontos serão eliminatórios em jogo único. O mesmo formato será utilizado nas semifinais e na final.
A edição de 2026 também terá a eleição da Craque do Jogo em todas as partidas. A iniciativa já é utilizada pela FPF em competições profissionais e será incorporada à Copinha F.
Três clubes fazem estreia
A quarta edição terá três estreantes na Copinha Feminina. Vasco, Tarumã-AM e Ação-MT disputarão o torneio pela primeira vez.
Vasco
A estreia acontece em um momento de reestruturação do futebol feminino vascaíno. Segundo o próprio clube, a participação na Copinha faz parte do projeto de fortalecimento das categorias de base e da construção de um caminho entre a formação e o futebol profissional.
Em 2026, o Vasco ampliou a participação de sua base no calendário nacional com o Brasileiro Sub-20. O clube também trabalha com integração entre as categorias de formação e o elenco profissional.
A equipe cruzmaltina será comandada interinamente por Matheus Ramos e ficará no Grupo A, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Tarumã-AM.
A chegada à Copinha ocorre após um período de crescimento do futebol feminino do clube. Em setembro, o Vasco conquistou o Brasileiro A2, título que representou o segundo acesso nacional obtido pelo projeto desde a reconstrução iniciada em 2024.

Ação-MT
Representante de Mato Grosso, o Ação chega à Copinha depois de ampliar sua presença em competições nacionais de formação. A equipe disputou o Brasileiro Feminino Sub-17 em 2025 e voltou ao torneio em 2026. O time principal também participou do Brasileiro Feminino A3 e da Série A2 em diferentes temporadas.
Na temporada de 2026, o time profissional do Ação avançou até as quartas de final da Série A2 do Brasileiro Feminino. A equipe foi eliminada pelo Minas Brasília, que garantiu o acesso à primeira divisão nacional de 2027.
Na Copinha, o clube mato-grossense ficará no Grupo B, com Corinthians, Red Bull Bragantino e Atlético-MG.

Tarumã-AM
O Tarumã representa o Amazonas e completa a presença das cinco regiões do país na competição. O clube possui registro de participação em competições nacionais femininas da CBF, incluindo o Brasileiro Feminino Sub-20 de 2026.
A equipe amazonense está no Grupo A, ao lado de Palmeiras, Flamengo e Vasco. Com a estreia, o Tarumã passa a representar o futebol feminino de base do Norte em uma competição que reúne clubes de dez estados.

Final será disputada no Canindé
A decisão da Copinha F volta ao Canindé em 2026. O estádio havia recebido a primeira final da competição, em 2023, quando o Flamengo venceu o Botafogo e conquistou o título inaugural. Nas duas últimas edições, a decisão aconteceu no Pacaembu.
A mudança para 2026 ocorreu por uma questão de calendário. O presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, explicou que as datas disponíveis no Pacaembu não coincidiam com o calendário da Copinha Feminina. Segundo ele, o estádio é administrado pela iniciativa privada e houve um desencontro entre as datas disponíveis e o período necessário para a competição.
A alteração, portanto, não foi apresentada pela FPF como uma mudança motivada por custos. O Pacaembu continuará recebendo a final da Copa São Paulo masculina em janeiro.
Onde assistir à Copinha Feminina
Todos os jogos da edição de 2026 terão transmissão ao vivo. A FPF confirmou quatro plataformas e emissoras para a competição.
- CazéTV
- Record News
- TV Brasil
- Canal do Paulistão no YouTube
A transmissão pela TV Brasil também foi confirmada pela Agência Brasil após o sorteio dos grupos.
Gols voltam a virar árvores
A Copinha F mantém em 2026 a ação ambiental iniciada na edição anterior. Na edição de 2025, cada gol marcado no torneio correspondia ao plantio de uma muda nativa da Mata Atlântica. A iniciativa resultou na criação do Bosque da Copinha, no CERET.
A FPF confirmou que os gols da edição de 2026 voltarão a contribuir para o projeto ambiental na cidade de São Paulo. A entidade não detalhou, em sua publicação oficial sobre o sorteio, uma nova proporção de mudas por gol. A iniciativa foi ampliada para cinco árvores a cada gol em 2026.
Em 2025, a ação terminou com o plantio de 170 mudas no Parque CERET. A Prefeitura de São Paulo informou que cerca de 100 mudas já haviam sido plantadas antes da atividade que acrescentou outras 70 ao Bosque da Copinha.
Histórico da competição
A Copinha Feminina começou em 2023 com 16 clubes. O Flamengo conquistou a primeira edição ao vencer o Botafogo por 2 a 0 na decisão.
Em 2024, o número de participantes passou para 20 equipes. O Fluminense ficou com o título depois de empatar sem gols com o Internacional e vencer a disputa por pênaltis por 5 a 3.
No ano seguinte, o Flamengo voltou a conquistar o troféu. Na final de 2025, o clube venceu o Grêmio por 6 a 0 e se tornou o primeiro bicampeão da competição.
Com isso, a edição de 2026 terá o Flamengo na condição de atual campeão e buscará definir entre a manutenção do título pelo clube carioca e a conquista inédita de outro participante.

Copinha já revelou jogadoras para a Seleção
As primeiras edições também deixaram atletas que avançaram para o futebol profissional e chegaram às seleções brasileiras.
Um levantamento publicado pelo ge após a convocação de Arthur Elias para os amistosos contra a Argentina apontou seis jogadoras da lista de 28 que já haviam disputado a Copinha F. Entre elas estão Yanne Lopes, Priscila, Jhonson, Tamara Bolt, Tainá Maranhão e Kaylane.
Yanne participou da edição de 2023 pela Ferroviária. Priscila e Tamara Bolt jogaram o torneio pelo Internacional em 2023, enquanto Jhonson disputou a primeira edição pelo Corinthians. Tainá Maranhão esteve na competição pelo Palmeiras em 2024. Kaylane, por sua vez, participou das três últimas edições pelo Flamengo e conquistou dois títulos.
O caso de Kaylane também mostra a passagem da competição de base para o futebol profissional. A meia-atacante chegou ao Flamengo em 2022, conquistou a Copinha em 2023 e 2025 e, em 2026, passou a integrar de forma mais frequente a equipe profissional. O clube renovou seu contrato até 2028 em agosto.
O levantamento do ge também mostra a presença da competição no ciclo das seleções de base. Segundo a reportagem, 21 das 22 campeãs do Sul-Americano Sub-20 e 18 das 21 convocadas para a Copa do Mundo Feminina Sub-20 haviam disputado a Copinha F.
Os números ajudam a dimensionar o papel que o torneio passou a ocupar no calendário de formação desde 2023. Para 2026, a competição mantém o mesmo formato de 20 equipes e amplia a representação nacional com clubes das cinco regiões.
Foto: Rebeca Reis / Ag. Paulistao




