Laia López defendeu duas cobranças na decisão após empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação
A Espanha conquistou neste domingo (27) o título da Copa do Mundo Feminina Sub-20 da FIFA 2026. Após empate por 0 a 0 com a Coreia do Norte no tempo regulamentar e na prorrogação, a seleção espanhola venceu a disputa por pênaltis por 4 a 3, no Estádio Miejski ŁKS, em Łódź, na Polônia.
A goleira Laia López foi decisiva nas penalidades. Ela defendeu as cobranças de Choe Yon-A e Pak Il-Sim e garantiu o segundo título mundial da Espanha na categoria, quatro anos depois da conquista de 2022.
A partida colocou frente a frente duas equipes que chegaram à decisão sem perder durante o torneio. A Espanha vinha de seis vitórias, enquanto a Coreia do Norte buscava defender o título conquistado em 2024.
Equilíbrio marca os 120 minutos
A final começou com equilíbrio e poucas oportunidades claras. A Coreia do Norte teve uma das principais chegadas do primeiro tempo após um erro da defesa espanhola. Ho Kyong, que havia acabado de entrar no lugar de Pak Ok-I, recebeu fora da área e avançou em direção ao gol, mas Laia López saiu da meta e bloqueou a finalização.
Do outro lado, a Espanha encontrou dificuldades para superar a defesa norte-coreana. A equipe de David Aznar teve maior presença ofensiva após o intervalo e passou a pressionar com mais frequência, mas encontrou uma defesa que havia chegado à final sem sofrer gols em toda a competição.
A melhor oportunidade espanhola no segundo tempo surgiu aos 78 minutos. Pau Comendador arriscou de fora da área e obrigou a goleira Pak Ju-Gyong a fazer uma defesa em dois tempos.
Alba Cerrato também participou das principais ações ofensivas da Espanha. A atacante teve uma oportunidade após avançar pela esquerda, mas finalizou para defesa da goleira norte-coreana.
A Coreia do Norte voltou a ameaçar nos minutos finais do tempo regulamentar, principalmente em jogadas aéreas. A Espanha, porém, conseguiu manter o empate e levou a decisão para a prorrogação.
Nos 30 minutos adicionais, a seleção espanhola aumentou a pressão. Marisa Garcia, que entrou no início do tempo extra, teve duas boas oportunidades. Em uma delas, ficou frente a frente com Pak Ju-Gyong, que novamente levou a melhor.
A goleira norte-coreana ainda contou com a ajuda da defesa em um dos lances, quando uma jogadora conseguiu afastar a bola antes que ela ultrapassasse a linha. O placar permaneceu em 0 a 0 até o fim da prorrogação.

Laia López decide nos pênaltis
A decisão foi para os pênaltis e repetiu o cenário da final do Mundial Sub-17 de 2024, quando Espanha e Coreia do Norte também empataram e decidiram o título nas penalidades.
A série começou com Ho Kyong convertendo para a Coreia do Norte. Marisa Garcia respondeu para a Espanha.
Na segunda cobrança norte-coreana, Choe Yon-A bateu, mas Laia López defendeu. Celia Segura colocou a Espanha novamente em vantagem na sequência.
Ri Pom marcou para a Coreia do Norte, enquanto Carla Julià converteu a terceira cobrança espanhola. Jon Il-Chong manteve a seleção asiática viva ao fazer 3 a 3.
Daniela Agote marcou o quarto pênalti da Espanha. Na sequência, Pak Il-Sim teve a oportunidade de empatar a série, mas Laia López defendeu novamente.
Com as quatro cobranças espanholas convertidas e duas defesas da goleira, a Espanha venceu por 4 a 3 e levantou a taça.

Segundo título mundial da Espanha
A conquista em Łódź representa o segundo título da Espanha na Copa do Mundo Feminina Sub-20. O primeiro veio em 2022, na Costa Rica, quando a equipe venceu o Japão por 3 a 1 na decisão.
Em 2026, a Espanha terminou a competição com 21 gols marcados e apenas um sofrido. A campanha começou com vitórias sobre Nigéria, Nova Caledônia e China. No mata-mata, a equipe passou por Portugal, Brasil e Itália antes da final.
O 11 a 0 sobre a Nova Caledônia foi o resultado mais expressivo da campanha e igualou a maior goleada da história da competição. Pau Comendador marcou seis gols ao longo do torneio antes da decisão e chegou à final como uma das principais referências ofensivas da equipe.
A conquista também amplia a sequência de resultados expressivos da Espanha nas categorias de base. A seleção venceu os Mundiais Sub-20 e Sub-17 em 2022 e conquistou o Mundial principal feminino em 2023. No Mundial Sub-17 de 2024, porém, a equipe ficou com o vice-campeonato justamente diante da Coreia do Norte.
O reencontro de uma geração
A final de 2026 teve relação direta com a decisão do Mundial Sub-17 de 2024. Naquele torneio, Espanha e Coreia do Norte empataram por 1 a 1 e as norte-coreanas venceram por 4 a 3 nos pênaltis, em Santo Domingo, na República Dominicana.
Duas temporadas depois, as seleções voltaram a se encontrar em uma decisão mundial. Sete jogadoras espanholas que estavam naquele elenco Sub-17 participaram novamente da campanha: Laia López, Amaya García, Ainoa Gómez, Celia Segura, Alba Cerrato, Pau Comendador e Irune Dorado.
A continuidade foi ainda maior na Coreia do Norte. Das 21 jogadoras convocadas para o Mundial Sub-20 de 2026, 18 também fizeram parte do elenco que disputou a competição Sub-17 em 2024.
O reencontro, portanto, colocou frente a frente duas gerações que já tinham uma história recente em finais mundiais. Desta vez, porém, a decisão novamente foi para os pênaltis e terminou com a Espanha como campeã.

Laia López e Silvia Cristóbal são os destaques
Laia López foi a principal personagem da decisão. A goleira espanhola fez intervenções importantes durante os 120 minutos e defendeu duas cobranças na disputa de pênaltis.
Silvia Cristóbal também teve destaque. A defensora foi eleita pela FIFA como a Jogadora da Partida na final e comandou a defesa espanhola ao lado de Aïcha Camara, Noa Jiménez e Noemi Bejarano.
Pau Comendador terminou a competição como uma das principais referências ofensivas da Espanha. A atacante marcou seis gols no Mundial, incluindo o gol da vitória sobre o Brasil nas quartas de final e um dos gols contra a Itália na semifinal.
Alba Cerrato também teve participação importante na campanha. A atacante marcou duas vezes na fase de grupos e apareceu entre as principais opções ofensivas da equipe durante o torneio.
Pela Coreia do Norte, Jon Il-Chong chegou à final como uma das principais referências da equipe. A meia havia sido eleita Bola de Ouro do Mundial Sub-17 de 2024 e também recebeu duas premiações de Jogadora da Partida na campanha norte-coreana em 2026.
A Coreia do Norte terminou o Mundial como vice-campeã, mas estabeleceu uma marca histórica: foi a primeira seleção a completar uma edição da Copa do Mundo Feminina Sub-20 sem sofrer nenhum gol durante as partidas.
Escalações
- Espanha: Laia López, Noemi Bejarano, Silvia Cristóbal, Aïcha Camara, Noa Jiménez, Irune Dorado, Cristina Librán, Ainoa Gómez, Alba Cerrato, Pau Comendador e Rosalía Domínguez.
- Técnico: David Aznar.
- Coreia do Norte: Pak Ju-Gyong, Ri Kuk-Hyang, Jong Pok-Yong, Ri Ye-Gyong, Choe Chong-Gum, Choe Rim-Jong, So Ryu-Gyong, Ro Un-Hyang, Jon Il-Chong, Kang Ryu-Mi e Pak Ok-I.
- Técnico: Han Chol-Hak.
Colômbia conquista bronze nos pênaltis
Na disputa pelo terceiro lugar, a Colômbia ficou com a medalha de bronze após vencer a Itália nos pênaltis por 4 a 3, depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, no sábado (26), em Łódź. Giada Pellegrino Cimo abriu o placar para as italianas aos 43 minutos, mas Sintia Cabezas empatou para a Colômbia aos 61.
A decisão também precisou da prorrogação antes de chegar às penalidades. A goleira Luisa Agudelo, eleita Jogadora da Partida pela FIFA, defendeu duas cobranças italianas e garantiu a primeira medalha da Colômbia na história da Copa do Mundo Feminina Sub-20.
A campanha também marcou a primeira semifinal colombiana no Mundial Sub-20. A Itália, que voltou à competição pela primeira vez desde 2012, também alcançou pela primeira vez as semifinais do torneio.

Foto: Reprodução / FIFA




