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ECOFUT Rio debate clima, sustentabilidade e o legado da Copa do Mundo de 2027 no Rio de Janeiro

ECOFUT Rio debate clima, sustentabilidade e o legado da Copa do Mundo de 2027 no Rio de Janeiro

Com a presença de especialistas e gestores públicos, o evento discute os impactos das mudanças climáticas sobre o futebol, as oportunidades econômicas da sustentabilidade para os clubes e o legado do Mundial 

No dia 10 de novembro, das 13h às 18h30, o Auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova, vai sediar o “ECOFUT Rio – Futebol para o Futuro”. Promovido pelo Terra FC em parceria com a Prefeitura do Rio, o evento reúne atletas, especialistas e gestores para discutir a crise climática, os bastidores dos clubes e o verdadeiro legado da Copa de 2027.

Em pauta, estarão o crescimento do futebol feminino no Estado e as estratégias para transformar a visibilidade do Mundial em benefícios permanentes para a mobilidade urbana. 

Ricardo Gluck Paul, vice-presidente de Sustentabilidade da CBF, palestrando durante edição da ECOFUT | Reprodução/ Redes sociais / @fpf_para
Ricardo Gluck Paul, vice-presidente de Sustentabilidade da CBF, palestrando durante edição da ECOFUT | Reprodução/ Redes sociais / @fpf_para

O encontro contará com três mesas de discussão dedicadas a analisar como as questões ambientais influenciam o dia a dia do esporte e abrem novas frentes de gestão e expansão no setor. 

Os efeitos do calor extremo e dos eventos climáticos sobre a preparação física dos atletas

A rotina de partidas sob altas temperaturas tem exigido adaptações cada vez mais complexas no calendário esportivo. Com as mudanças climáticas intensificando as ondas de calor no país, um dos eixos do ECOFUT Rio será analisar o impacto direto do clima no rendimento e na preservação da saúde das jogadoras.

O painel sobre fisiologia e performance reunirá especialistas como Sarah Ramos, fisiologista da Seleção Brasileira Feminina, para abordar os desafios de planejamento físico e logística de treinos diante do calor severo. A discussão também trará uma reflexão sobre a infraestrutura atual do futebol feminino, que em diversos centros ainda enfrenta carências operacionais para lidar com essas exigências climáticas.

“Precisamos aproveitar a visibilidade que uma Copa do Mundo em nosso país dá para discutir como proteger atletas, melhorar as condições de jogo e preparar o esporte para uma realidade climática cada vez mais desafiadora”, disse Laura Moraes, diretora da campanha do Terra FC.

Gestão e operação: como clubes e entidades adaptam o futebol à sustentabilidade 

A pauta ambiental também ganha contornos econômicos e de gestão para as entidades esportivas. O segundo debate será dedicado às medidas que clubes e entidades podem adotar para reduzir impactos e adaptar suas operações, incluindo melhorias na infraestrutura, organização de competições e mobilização de torcedores.

A mesa contará com Marcelo Barros, presidente da Portuguesa-RJ, e Ricardo Gluck Paul, vice-presidente de Sustentabilidade da CBF.

O painel discutirá ainda como investimentos em eficiência energética, adoção de fontes renováveis, uso de materiais reciclados e redução de custos operacionais contribuem para valorizar marcas esportivas e atrair novos patrocinadores.

A discussão terá a participação de Simone Lourenço, coordenadora de futebol do Vasco da Gama, abordando experiências práticas de projetos que conectam o desenvolvimento do futebol feminino a ações de impacto socioambiental.

Simone Lourenço, coordenadora de futebol feminino do Vasco da Gama, participará de um dos debates no ECOFUT Rio | Reprodução/ Redes sociais | @vasco_feminino
Simone Lourenço, coordenadora de futebol feminino do Vasco da Gama, participará de um dos debates no ECOFUT Rio | Reprodução/ Redes sociais | @vasco_feminino

Legado da Copa do Mundo de 2027

A capital fluminense está nos preparativos para receber o Mundial de 2027, e tudo isso abrange planejamento urbano, logística e infraestrutura esportiva. Por isso, o encontro reservou painéis específicos para mapear as intervenções necessárias na cidade e a projeção de impacto para as próximas gerações.

Representantes do poder público, como Ana Laura (subsecretária executiva de Esportes), Aline Abud ( coordenadora operacional de Eventos da Rio Eventos), Catia Poyares (CET-Rio) e Ana Carla Prado (assessora chefe de planejamento e Resiliência do Centro de Operações Rio e coordenadora geral de Planejamento da Copa 2027), discutirão aspectos de mobilidade urbana, acessibilidade e organização de grandes eventos.

Transformar a visibilidade do torneio em melhorias estruturais permanentes será o ponto alto dos painéis, abordando a ampliação do acesso de meninas à prática esportiva, o fomento a projetos de formação na base e investimentos duradouros para o esporte no Estado.

Ao reunir a visão de dirigentes, entidades e gestores públicos, o encontro busca construir uma agenda conjunta para o esporte carioca. O foco está em responder como o crescimento do futebol feminino e a visibilidade de um evento desse porte podem gerar transformações duradouras dentro dos gramados e na mobilidade urbana da capital.

Ao final do encontro, Laura Moraes fará uma exposição com diagnósticos sobre os impactos climáticos no futebol brasileiro e cases de mobilização, como a Parada do Clima, iniciativa realizada no Campeonato Paraense em parceria com a FPF.

O evento será realizado no dia 10 de novembro de 2026, das 13h às 18h30, no Auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, localizado na Rua Afonso Cavalcanti, 455, no bairro Cidade Nova. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 5 de novembro, por meio do formulário online.

Foto: Reprodução/ Redes sociais

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