Após sair perdendo por 3 a 0 e buscar o empate por 4 a 4, as Cabulosas garantiram o título em sua estreia na competição
Neste sábado (31), o Cruzeiro conquistou o título da Libertadores Feminina 2026 ao vencer o Corinthians nos pênaltis, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, após um empate eletrizante por 4 a 4 no tempo regulamentar. Em uma final marcada por emoção e muitos gols, as Cabulosas levaram a melhor nas cobranças e levantaram a taça pela primeira vez.
A Raposa protagonizou uma reação impressionante na decisão. Após sair atrás por 3 a 0 no placar, as Cabulosas buscaram o empate em 4 a 4 e levaram a melhor nas cobranças de pênaltis.
O jogo
O Corinthians começou melhor na partida, dominando as ações ofensivas e precisando de apenas quatro minutos para abrir o placar. Após cruzamento de Gi Fernandes, Gabi Zanotti apareceu na área e cabeceou para o fundo das redes.
Em desvantagem, o Cruzeiro encontrou dificuldades para construir jogadas e avançar ao campo de ataque. As atacantes Byanca Brasil e Marília tiveram pouca participação, enquanto as Brabas seguiram encontrando espaços para chegar ao gol adversário.
Aos 28 minutos, Tamires quase ampliou a vantagem corintiana em uma finalização defendida por Camila. As Cabulosas só conseguiram levar perigo à meta de Lelê aos 32, quando Lorena Bedoya arriscou um chute.
O Corinthians, por outro lado, seguiu aproveitando as dificuldades da equipe mineira. Aos 42 minutos, após um erro na saída de bola do Cruzeiro, Vic Albuquerque recuperou a posse e tocou para o meio da área. Gabi Zanotti apareceu novamente para finalizar e marcar o segundo gol das Brabas.
Na volta do intervalo, o cenário pouco mudou. O Corinthians manteve a pressão e ampliou a vantagem logo aos três minutos da segunda etapa. Letícia Monteiro cruzou para Vic Albuquerque, que finalizou e fez o terceiro.
Com a desvantagem de três gols, o Cruzeiro passou a se lançar mais ao ataque e encontrou o caminho para iniciar sua reação. Aos seis minutos, após cruzamento na área, Lelê não conseguiu segurar a bola, e Byanca Brasil aproveitou a sobra para diminuir o placar.
O gol deu novo ânimo às Cabulosas, que cresceram na partida e passaram a pressionar o adversário. Aos 11 minutos, Marília foi derrubada por Lelê dentro da área, e a arbitragem assinalou o pênalti. Na cobrança, Vitória Calhau bateu com categoria, no ângulo, e marcou o segundo gol cruzeirense, deixando o placar em 3 a 2.
Aos 22 minutos, porém, o Corinthians voltou a ampliar. Vic Albuquerque arriscou a finalização, e Camila não conseguiu fazer a defesa, permitindo que a equipe paulista abrisse 4 a 2.

Mesmo com a desvantagem, as Cabulosas seguiram insistindo e voltaram a diminuir aos 29 minutos. Após cobrança de escanteio, Byanca Brasil colocou a bola na área, e Ketlen subiu para cabecear firme, marcando o terceiro gol da Raposa.
Na reta final, o Cruzeiro aumentou a pressão e ficou perto de alcançar o empate em uma finalização de Letícia Ferreira de fora da área. A bola explodiu no travessão, aumentando a tensão nos minutos decisivos.
O Corinthians tentou segurar a vantagem, mas a equipe mineira não diminuiu o ritmo. Aos 45 minutos, após cruzamento na área, Letícia Ferreira apareceu para cabecear e balançar as redes, decretando o empate por 4 a 4 e levando a disputa para os pênaltis. Nas cobranças, o Cruzeiro venceu por 5 a 4, com Camila defendendo a batida de Gi Fernandes e garantindo o título inédito da Libertadores Feminina para as Cabulosas.

Conquista histórica
Em sua primeira participação na competição, o Cruzeiro chegou ao topo da América e interrompeu a sequência vitoriosa do Corinthians, que havia conquistado o torneio em seis edições: 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025.
O título ganha ainda mais importância diante do histórico entre as equipes. Antes da decisão, o Corinthians levava ampla vantagem no confronto direto, com 12 vitórias em 16 partidas. O Cruzeiro havia vencido apenas duas vezes, além de dois empates.
Além da conquista inédita, o Cruzeiro garantiu uma premiação total de US$ 2,05 milhões (cerca de R$ 11,1 milhões). O montante é composto pelos US$ 2 milhões destinados ao campeão pela Conmebol e pelos US$ 50 mil referentes à cota de participação no torneio.
Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL




