DonasFC

Brasil x Zâmbia: Conheça as adversárias da Seleção na FIFA Series

A Seleção da Zâmbia enfrenta o Brasil em amistoso pela FIFA Series no dia 14 de abril de 2026

A Zâmbia se destacou nos últimos anos no futebol feminino africano como o principal exemplo de verticalidade e resiliência. As Copper Queens (Rainhas do Cobre) deixaram de ser uma equipe coadjuvante no continente para se tornarem uma ameaça. Com um estilo de jogo baseado em transições, a Zâmbia é hoje a seleção que melhor personifica a evolução tática fora da Europa e América, buscando consolidar sua posição entre as potências mundiais após participações consecutivas em Olimpíadas e na Copa do Mundo de 2023.

Historicamente, a Zâmbia trilhou um caminho de superação contra a falta de infraestrutura crônica. O país foi a primeira nação sem saída para o mar em toda a África a classificar uma equipe, masculina ou feminina, para uma Copa do Mundo FIFA. O apelido “Copper Queens” faz referência à principal riqueza mineral do país, o cobre, mas hoje simboliza a dureza e o valor de uma geração que quebrou barreiras culturais e financeiras para colocar o país no mapa do futebol.

Comando técnico

Desde 2025, a Zâmbia é comandada pela técnica suíça Nora Häuptle. A Federação Zambiana de Futebol (FAZ) buscou na Europa o refinamento tático necessário para lapidar o talento bruto de suas atacantes. Häuptle chegou ao cargo após um trabalho de impacto na seleção de Gana, onde reestruturou o sistema defensivo e implementou uma mentalidade de jogo apoiado.

Nora trouxe para as Copper Queens uma filosofia de “equilíbrio dinâmico”. Se antes a Zâmbia era um time que apostava tudo no “chute para frente” e na corrida, hoje a equipe apresenta uma construção de jogo mais pensada, utilizando a posse de bola para atrair o adversário e golpear com inteligência.

Estrelas da NWSL

A Zâmbia não é mais um time de uma jogadora só. A atual safra conta com atletas que protagonizam as ligas mais competitivas e ricas do planeta, como a NWSL (EUA). A equipe apresenta uma maturidade física impressionante e um poder de finalização que poucas seleções no mundo possuem. Confira os destaques:

  • Barbra Banda (Orlando Pride): A capitã e fenômeno global. Aos 26 anos, a Banda é a única jogadora na história a marcar dois hat-tricks em uma mesma edição de Olimpíadas. Atuando nos EUA, ela é o pesadelo de qualquer zagueira devido à sua força física e precisão letal diante do gol.
  • Rachael Kundananji (Bay FC): A jogadora dos recordes. Kundananji tornou-se uma das transferências mais caras da história do futebol feminino mundial ao sair do Madrid CFF para os EUA. Sua capacidade de drible em alta velocidade e finalização de fora da área a tornam a peça mais imprevisível do esquema de Häuptle.
  • Grace Chanda (Orlando Pride): O cérebro da equipe. Após superar problemas de saúde que a afastaram de competições importantes, a meio-campista retornou com uma visão de jogo refinada. É ela quem organiza o caos ofensivo da Zâmbia, sendo a principal responsável pelas assistências que alimentam Banda e Kundananji.

Confrontos contra a seleção brasileira

Brasil e Zâmbia em seu único confronto oficial | Foto: Mike Ehrmann/Getty Images

O histórico contra o Brasil é curto, mas demonstra como a distância técnica encurtou. Embora o Brasil mantenha a vantagem, os jogos recentes mostram que a Zâmbia não se intimida com a camisa amarela.

27/07/2021: Olimpíadas de Tóquio – Brasil 1 x 0 Zâmbia: Um jogo duríssimo onde o Brasil só venceu com um gol de falta, mesmo com a Zâmbia tendo uma jogadora expulsa cedo.

14/04/2026: FIFA Series – a disputar: O teste final para a nova organização tática de Nora Häuptle contra o futebol criativo de Arthur Elias.

O sonho do top 10

A Zâmbia já provou que pode vencer potências — como o histórico 3 a 2 sobre a Alemanha em 2023. O foco agora é subir no Ranking FIFA e chegar na Copa de 2027 não apenas como participante, mas como candidata ao mata-mata. Sob a gestão de Häuptle, a Zâmbia passou a priorizar amistosos contra seleções de estilos distintos (como a Coreia do Sul e Canadá nesta FIFA Series) para ganhar repertório e deixar de ser vista apenas como um time de contra-ataque.

Convocação para a FIFA Series 2026

Goleiras: Hazel Nali (Zesco Ndola Girls), Catherine Musonda (Red Arrows), Chishala Mufunte (Green Buffaloes).

Defensoras: Margaret Belemu (Red Arrows), Lushomo Mweemba (Green Buffaloes), Agness Musesa (Green Buffaloes), Martha Tembo (BIIK Kazygurt), Rachael Nachula (Hapoel Jerusalem), Margaret Gondwe (Luso Queens), Blessings Maluba (Nchanga Queens), Memory Nthala (Green Buffaloes), Saliya Mwanza (Elite Ladies).

Meio-campistas: Grace Chanda (Orlando Pride), Ireen Lungu (BIIK Kazygurt), Rhoda Chileshe (Indeni Roses), Maweta Chilenga (Green Buffaloes), Esther Muchinga (Zanaco Ladies), Natasha Nanyangwe (Green Buffaloes).

Atacantes: Barbra Banda (Orlando Pride), Rachael Kundananji (Bay FC), Priscah Chilufya (Juárez), Mercy Chipasula (Kamfinsa Police), Mary Mambwe (Zesco Ndola Girls), Ngosa Chabwe (Zanaco Ladies), Agness Phiri (Green Buffaloes).

Foto: Reprodução/Instagram

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *