Prêmio reconhecerá a principal artilheira das ligas europeias com sistema de pontuação baseado no nível de competitividade das competições
O cenário do futebol feminino europeu deu mais um passo decisivo rumo à equidade. A European Sports Media (ESM) oficializou, no último dia 14 de abril, durante a assembleia realizada na Puskás Arena em Budapeste, a criação da primeira Chuteira de Ouro feminina.
O prêmio, que já é tradicional entre o futebol masculino desde 1968, passará a reconhecer a artilheira máxima do continente a partir da temporada 2026/27.
A iniciativa, apoiada por gigantes da imprensa como Marca e La Gazzetta dello Sport, acompanha o crescimento estrutural da modalidade na Europa nos últimos anos, marcado pelo aumento de público, investimentos e maior profissionalização das ligas nacionais.
A nova premiação surge como uma ferramenta essencial para valorizar ainda mais o desempenho individual e atrair ainda mais atenção para jogadoras que atuam nas ligas.
Como funcionará a premiação?
Assim como acontece na premiação masculina, os gols terão pesos diferentes de acordo com o coeficiente de cada liga. Na prática, isso significa que marcar na Women’s Super League, da Inglaterra, ou na Bundesliga Feminina, da Alemanha, terá valor maior do que gols anotados em campeonatos considerados menos competitivos. O modelo busca equilibrar a disputa entre atletas de diferentes países e contextos técnicos.
Os critérios oficiais da versão feminina ainda não foram divulgados, mas a tendência é que a premiação siga parâmetros semelhantes aos do futebol masculino. Atualmente, na disputa entre os homens, gols marcados nas principais ligas nacionais da Europa — como Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha — valem dois pontos, enquanto competições posicionadas entre o sexto e o vigésimo lugar no ranking europeu têm peso de 1,5 ponto por gol.

Levando em consideração os números da atual temporada europeia, a liderança da premiação ficaria com a jamaicana Khadija Shaw, atacante do Manchester City. Na sequência apareceriam Claudia Pina e Ewa Pajor, ambas do Barcelona, equipe finalista da atual edição da Champions League Feminina.
Qual será o impacto da nova premiação?
Além do reconhecimento individual, a premiação também deve ampliar a visibilidade sobre o desempenho ofensivo das atletas ao longo da temporada e criar um novo parâmetro estatístico para acompanhar as principais artilheiras da Europa.
A criação do prêmio acompanha um momento de crescimento do futebol feminino europeu, impulsionado pelo aumento de público nos estádios, pela expansão comercial da modalidade e pelo fortalecimento das principais ligas nacionais.
Quando acontecerá a primeira entrega?
Ainda não há confirmação sobre a data da primeira entrega oficial do prêmio, mas a expectativa é que a Chuteira de Ouro feminina passe a integrar de forma definitiva o calendário das principais premiações individuais do futebol europeu a partir da temporada 2026/27, se juntando ao já popularmente conhecido troféu masculino.
Foto: Reprodução/ Getty Images




