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Conheça as mulheres que integram a delegação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026

O grupo contou com quatro representantes mulheres no embarque para os Estados Unidos

A foto oficial da delegação brasileira para a Copa do Mundo de 2026 reúne jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes. Entre os 91 profissionais que embarcaram para os Estados Unidos, porém, algumas das funções mais importantes para o funcionamento da Seleção acontecem longe dos gramados e dos holofotes.

Quatro mulheres integram a comitiva brasileira no Mundial e atuam em áreas consideradas estratégicas para o dia a dia da equipe. Da logística à saúde, da preparação mental à relação com patrocinadores, elas ajudam a garantir que a estrutura da seleção funcione durante uma das competições mais complexas do calendário esportivo.

Duas delas já participaram de outras Copas do Mundo. Outras duas chegaram ao grupo principal nos últimos anos e vivem a experiência de acompanhar o torneio pela primeira vez. Em comum, carregam trajetórias construídas em áreas que historicamente tiveram baixa presença feminina dentro do futebol masculino.

Claudia Schnabl Faria

Quem são as mulheres da Seleção Brasileira na Copa?
Foto: Reprodução

Funcionária da entidade desde a década de 1970, ela ocupa atualmente o cargo de gerente geral das Seleções Masculinas e é uma das profissionais mais experientes da estrutura da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Durante a Copa do Mundo, Claudia atua como uma das principais responsáveis pela coordenação operacional da delegação. Sua rotina envolve a supervisão de viagens, hospedagens, credenciamentos, documentação, deslocamentos internos e planejamento logístico.

O trabalho exige integração constante com diferentes departamentos, incluindo comissão técnica, área médica, segurança, comunicação e administração. Em um torneio disputado em três países e com longas distâncias entre cidades-sede, a logística se tornou uma das tarefas mais sensíveis da operação brasileira.

Embora apareça pouco publicamente, Claudia é considerada uma peça-chave na organização da Seleção. Seu trabalho começa meses antes da estreia e continua durante toda a competição, garantindo que atletas e comissão encontrem uma estrutura pronta para treinos, viagens e jogos.

Andréia Picanço

Foto: Reprodução

Médica do esporte e nutróloga, ela integra os quadros da CBF desde 2012 e construiu sua trajetória passando pelas seleções de base, pelo futebol feminino e posteriormente pela equipe masculina.

A especialista participou das Copas do Mundo da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022, acumulando experiência em torneios de longa duração e alto nível de exigência física.

Sua atuação envolve o acompanhamento clínico dos jogadores, monitoramento de indicadores de saúde, prevenção de lesões e suporte nutricional. Em competições com viagens frequentes, mudanças de clima e desgaste físico elevado, a área médica tem papel determinante para a recuperação dos atletas entre as partidas.

Além do atendimento cotidiano, Andréia participa de decisões relacionadas à alimentação, suplementação e protocolos de recuperação física. Durante a pandemia, também esteve envolvida na construção de procedimentos sanitários adotados pela CBF.

Na atual comissão técnica, ela segue como uma das referências do departamento médico da equipe.

Marisa Santiago

A presença de uma psicóloga na comissão técnica da seleção principal masculina voltou a acontecer em 2024, quando Marisa Santiago passou a integrar os trabalhos da equipe. A contratação marcou o retorno da função ao grupo após cerca de dez anos.

Mestre em Psicologia do Esporte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marisa construiu sua carreira em instituições como Minas Tênis Clube, Atlético-MG e Bahia. Também atua na área acadêmica como professora universitária.

Sua função envolve aspectos ligados ao desempenho esportivo e à saúde mental dos atletas. O trabalho inclui atendimentos individuais, fortalecimento da coesão do grupo, desenvolvimento de lideranças e estratégias para lidar com pressão, ansiedade e exposição pública.

A importância da psicologia esportiva cresceu significativamente no futebol de alto rendimento nos últimos anos. Relatos públicos de jogadores sobre questões emocionais e saúde mental ajudaram a ampliar o debate dentro dos clubes e seleções.

Durante a Copa do Mundo, Marisa acompanha a delegação diariamente. Além das conversas individuais, ela participa da construção do ambiente interno da equipe e oferece suporte aos atletas diante das demandas emocionais geradas por uma competição de alcance global.

Priscila Mesquita

Foto: Reprodução

A quarta mulher presente na delegação brasileira é Priscila Mesquita, integrante do departamento de marketing da CBF. Sua atuação está ligada às estratégias institucionais e comerciais que cercam a seleção durante o Mundial.

Nos bastidores, ela participa da coordenação de ações envolvendo patrocinadores, parceiros comerciais e compromissos de imagem realizados ao longo da competição.

O trabalho exige alinhamento entre interesses esportivos e comerciais, especialmente em uma Copa do Mundo, evento que concentra grande atenção de marcas e patrocinadores. Entre suas atribuições estão o suporte às ativações de marketing, o relacionamento com parceiros e o acompanhamento de agendas institucionais.

Embora distante do ambiente técnico e esportivo, a área de marketing exerce papel importante na operação da Seleção. Muitas das atividades realizadas fora dos treinos e jogos dependem da articulação entre patrocinadores, federação e delegação.

A importância da presença feminina

A participação de mulheres em cargos estratégicos dentro da Seleção Brasileira ainda é minoritária, mas apresenta sinais de crescimento. Na Copa do Mundo do Catar, em 2022, apenas Claudia Schnabl Faria e Andréia Picanço integraram a delegação brasileira. Em 2026, o número dobrou, com a inclusão de Marisa Santiago e Priscila Mesquita.

A mudança acompanha um movimento mais amplo observado no futebol brasileiro e internacional. Nos últimos anos, mulheres passaram a ocupar espaços cada vez mais relevantes em áreas como gestão esportiva, medicina, psicologia, análise de desempenho, comunicação e administração.

No caso da Seleção Brasileira, as trajetórias de Claudia, Andréia, Marisa e Priscila refletem essa transformação. Cada uma atua em uma área distinta, mas todas exercem funções diretamente ligadas ao funcionamento da equipe durante a Copa do Mundo.

Enquanto jogadores e comissão técnica concentram as atenções do público, profissionais como Claudia Schnabl Faria, Andréia Picanço, Marisa Santiago e Priscila Mesquita ajudam a mostrar que uma campanha em Copa do Mundo também é construída nos bastidores.

Foto: Reprodução/CBF

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