Período de “proteção do gramado” será de 28 dias antes da estreia, e a Fifa solicita apoio do Governo para garantir o cumprimento das obrigações assumidas
A preparação para a Copa do Mundo Feminina no Brasil já começou, mas longe de ser tranquila. A Fifa e o Consórcio que administra o Maracanã entraram em rota de colisão por causa das condições de uso do estádio durante a competição.
O principal ponto de conflito é o tempo em que o Maracanã ficará indisponível para Flamengo e Fluminense. Pelo acordo, o uso exclusivo da Fifa começa 14 dias antes da partida, mas existe ainda um período adicional de 28 dias de “proteção do gramado”, além de dias após o torneio.
Os clubes tentam reduzir esse prazo. A preocupação é clara: ficar sem o Maracanã por muito tempo pode impactar calendário, receitas e até compromissos esportivos, principalmente antes da paralisação para a competição.
Diante da resistência, a Fifa enviou um ofício ao Governo do Estado pedindo uma espécie de mediação. No documento, a entidade cobra o cumprimento das obrigações previstas no contrato firmado com governo, prefeitura do Rio de Janeiro e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), destacando pontos como uso exclusivo, preservação do campo e melhorias estruturais.
Além do gramado, outro tema que gera atrito são as responsabilidades por obras e adaptações no estádio. A Fifa entende que ajustes são necessários para atender ao padrão do torneio, enquanto o consórcio questiona quem deve arcar com esses custos.
Até o momento, não há definição. O Governo do Rio informou que ainda analisa a situação, enquanto a Fifa evitou comentar publicamente as negociações em andamento.
Foto: Pedro Brandão/ Lance!




