Aline Pellegrino, Bárbara Coelho e Ana Thaís Matos discutiram o papel da mídia, da representatividade e da comunicação no crescimento do futebol feminino brasileiro
O segundo dia do Rio Innovation Week, na quarta-feira (5), no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, colocou o esporte em evidência ao reunir profissionais que atuam em diferentes áreas da indústria esportiva. Entre os principais temas debatidos estiveram os bastidores das transmissões esportivas, o impacto social do esporte e os preparativos para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
Com o tema “Simbiose: o futuro não acontece isolado”, o evento promoveu encontros entre profissionais de diferentes segmentos para discutir como a colaboração pode impulsionar transformações. No palco dedicado ao esporte, o protagonismo feminino esteve presente nas falas de nomes como Bárbara Coelho, Ana Thaís Matos e Aline Pellegrino.

Durante o painel “O fenômeno CazéTV e a copa dos protagonistas” sobre os bastidores das transmissões esportivas, Bárbara Coelho afirmou que seu trabalho vai além das entrevistas e passa por compreender as histórias das pessoas. Ao lado de Giamile Rossato , head de negócios da Cazé, ela também destacou como a evolução das plataformas digitais mudou a forma de consumir esporte, sem abrir mão da qualidade da informação.
Para Bárbara, essa forma de fazer jornalismo também estará presente na cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, quando a CazéTV pretende contar não apenas as histórias das jogadoras, mas também das torcedoras e das pessoas que ajudam a construir a modalidade.
Copa de 2027 como oportunidade de transformação
O debate continuou no painel “Copa do Mundo de 2027: oportunidade, legado e transformação”, que reuniu George Guilherme, diretor de transmissões esportivas da Globo, Ana Thaís Matos, comentarista esportiva da Globo, e da diretora executiva de legado e Relações Institucionais da FWWC2027 Aline Pellegrino.
Ana Thaís afirmou que seu principal objetivo continua sendo ampliar o espaço ocupado pelas mulheres no jornalismo esportivo. Pioneira na televisão brasileira por ser a primeira mulher a comentar um jogo da seleção brasileira em Copa do Mundo na TV aberta em 2022, ela destacou a importância de abrir caminhos para outras profissionais e afirmou que espera que o protagonismo conquistado durante a Copa permaneça após o torneio.
Além do impacto dentro do esporte, Ana Thaís chamou atenção para o cenário social atual. Segundo ela, o avanço de discursos misóginos e de movimentos como o “Red Pill” nas redes sociais reforça a importância de uma Copa do Mundo feminina no Brasil capaz de promover maior valorização das mulheres. Para a comentarista, o torneio também pode contribuir para uma transformação cultural e ampliar a presença feminina no esporte.

Também falando como porta-voz da Globo no painel, o tema também foi reforçado por George Guilherme, diretor de transmissões esportivas da Globo, que afirmou que os 64 jogos da Copa serão transmitidos pela emissora. Segundo ele, a cobertura seguirá o mesmo padrão adotado no Mundial masculino, com reportagens especiais, perfis de atletas produzidos para serem exibidos no Jornal Nacional, documentários e uma novela que abordará o futebol feminino como forma de aproximar o público da modalidade.
Encerrando o painel, Aline Pellegrino afirmou que o primeiro compromisso é realizar uma Copa do Mundo de sucesso, mas ressaltou que o maior objetivo é transformar o torneio em um catalisador de mudanças permanentes para o futebol feminino brasileiro. Segundo a diretora de Legado da FIFA para a Copa do Mundo Feminina de 2027, o Brasil já demonstrou capacidade para organizar grandes eventos esportivos e agora tem a oportunidade de construir uma transformação que permaneça após o encerramento do torneio.
Foto: Eduardo Alves/Sport Inside




