Fotógrafa, fundadora da Staff Images Woman e da Staff Images compartilha trajetória de sucesso dentro e fora dos campos de futebol
Nome conhecido e fundamental na consolidação da memória visual do esporte nacional, Lívia Villas Boas é fotojornalista, empresária, fundadora e CEO da Staff Images e da Staff Images Women’s – primeira agência de fotojornalismo focada na atuação exclusivamente de mulheres no país.
Referência em gestão e inovação no ecossistema esportivo, Lívia esteve no centro dos principais debates do mercado recentemente: além de marcar presença na Confut Sudamericana e no Rio Innovation Week, foi palestrante de destaque no WIFS (Women’s International Football Summit) no início deste mês, abordando liderança, posicionamento e a valorização do futebol feminino.
Em entrevista exclusiva para o Donas FC, a fotógrafa oficial da Seleção Brasileira Feminina e gestora da Staff Images abre o jogo sobre sua trajetória desde os tempos da fotografia analógica, os bastidores de cobrir grandes campeonatos, os desafios de estrutura nos estádios brasileiros, e faz um alerta direto para a nova geração de profissionais: “Você quer ser fotógrafo ou quer ser ‘sabor fotógrafo’?”

A fotografia é parar, respirar e pensar no que está fazendo para registrar a melhor história. Essa é a opinião de Lívia, que diz encarar isso como uma missão como fotojornalista; algo que não é apenas uma escolha de carreira para ela.
A empresária e fotógrafa conta que conectar pessoas através de histórias e de registros do seu olhar com a câmera fotográfica é uma extensão dela mesma, que sempre fotografou desde criança. Sempre leu muito, foi a exposições desde pequena e lia os créditos das fotos no jornal, até se especializar fazendo cursos.
Anos antes de o futebol de mulheres alcançar o destaque atual – hoje também muito impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo no Brasil -, encontrar registros fotográficos em alta resolução das grandes jogadoras no país era uma missão quase impossível. Faltavam acervos, visibilidade, existiam muitas barreiras e, acima de tudo, poucas mulheres trabalhavam cobrindo mulheres que jogavam futebol profissionalmente.
A empresária já tinha no currículo passagens por jornais, editorias de cidade, revistas, e a Staff Images, empresa que fundou, já tinha atendido clientes como Continental , Hotel Urbano, Wematch, Clube de Regatas do Flamngo e Odebrecht. A empresa já era consolidada no mercado, mas Lívia queria fazer mais.
Foi nesse cenário que com muita sensibilidade e dedicação, Lívia Villas boas começou a estruturar e lançou o projeto Staff Images Women’s. “Em 2021, depois da pandemia, tive um problema muito sério: perdi três pessoas da minha família; meu pai, meu avô e minha avó – em 50 dias pela Covid. Eu tive que sair do Rio de Janeiro e morar em Cuiabá, que era onde estavam internados. Ficava o dia todo no hospital. Lá você podia visitar, não tinha aquela coisa de não poder entrar; você podia visitar todo dia. Então eu pensava: ‘Vou ficar maluca’.
Saía do hospital e ia almoçar no shopping. No shopping tinha uma livraria maravilhosa, e eu ficava horas naquela livraria comprando livros e lendo. Eu já tinha mulheres trabalhando com a gente na Staff, mas sempre quis ter uma agência só com mulheres. Só que na época não tinha tantas; não tinha como montar uma agência só de mulheres em 2010 ou 2014 porque você não tinha muitas profissionais em campo.
Em 2021, pensei: “Tinha que ser agora, vou fazer esse projeto’. Para não ficar maluca nessa tristeza, comecei a desenhá-lo. Foi tudo muito triste, tudo deu errado emocionalmente, mas acho que foi algo que não me deixou entrar num luto eterno, porque três meses depois a gente lançou o projeto.”
O projeto, que foi uma espécie de divisor de águas na carreira de Lívia e que popularizou ainda mais a Staff Images Women’s aconteceu em Santos. “A gente fez um grande Media Day no Santos em 2021. Levei uma estrutura gigante, com iluminação de ponta, painel de luz atrás e até aquele ventilador estilo Beyoncé para dar movimento ao cabelo das atletas — algo inédito para a modalidade naquela época.
Quando o mercado viu aquilo, o impacto foi imediato: uma semana depois, a CBF me ligou querendo contratar o serviço para o Brasileirão Feminino. Em seguida veio a CONMEBOL, que expandiu a parceria que tínhamos na Libertadores para a Copa América Feminina. Foi um divisor de águas porque o mercado não esperava esse nível de entrega.
Antes disso, se você quisesse uma foto da Cristiane jogando em 2019, por exemplo, não encontrava. A fotografia é a prova concreta da história, e a modalidade simplesmente não tinha um banco de imagens. Nosso objetivo com a Staff Images Women’s foi criar essa memória visual. Hoje somos referência: abastecemos patrocinadores, a CONMEBOL e mantemos um acervo com mais de 300 mil fotos na CBF.

Segundo Villas Boas, o objetivo não era apenas abastecer entidades como CBF e CONMEBOL com material de nível internacional, mas provar que mulheres podiam (e deviam) liderar o mercado, viver da fotografia e ocupar as posições mais cobiçadas na profissão.
O modelo de negócio dela era diferente e chamou atenção por não só vender fotos avulsas, mas vender o serviço. Assim, o profissional não depende da venda de uma imagem para trocar de equipamento ou realizar seus sonhos; a agência paga um cachê justo para que a fotógrafa trabalhe em campo de forma exclusiva.
Hoje, a Staff Images Women’s atua como agência oficial do Brasileirão Feminino A1 e A2, CONMEBOL Libertadores Feminina e Copa América Feminina, gerando renda e oportunidades a profissionais.
E, além de fundar as agências, Lívia Villas Bôas, que atua há 19 anos na área esportiva, atua também como uma verdadeira mentora para as profissionais da sua equipe, adotando uma liderança baseada no suporte integral e na autonomia.
Ciente de que o mercado do fotojornalismo esportivo historicamente negou espaço e voz às mulheres, ela compartilha a sua experiência para capacitar as fotógrafas em todas as frentes da profissão.
Essa mentoria vai muito além da técnica com a câmera. Também busca abranger desde a escolha dos equipamentos adequados, ergonomia e postura em campo até a negociação de contratos e o relacionamento com o cliente. Para Lívia, essa orientação completa é fundamental para superar barreiras de um meio em que ela própria precisou se impor contra o preconceito para provar a sua capacidade técnica.
Ao mesmo tempo em que exige alto nível de excelência para atender a clientes de grande porte, como a CBF e grandes patrocinadores, a empresária e fotojornalista entende as especificidades do cotidiano feminino.
“A fotografia exige um investimento financeiro alto e constante na atualização de equipamentos, o que se torna um desafio ainda maior para mulheres que muitas vezes dividem a jornada profissional com o cuidado da casa, dos filhos ou de familiares dependentes. Por isso, ao oferecer condições justas de trabalho e suporte contínuo, a agência busca colocar a mulher como protagonista da sua própria carreira, permitindo que cada uma evolua dentro das suas individualidades sem precisar abrir mão dos seus sonhos profissionais.” completa Lívia

Tecnologia, visão de jogo e o ecossistema de alta performance
Em um mercado cada vez mais dominado por facilidades tecnológicas, a fundadora da Staff Images mantém um olhar crítico sobre o real papel do fotógrafo no fotojornalismo esportivo. Embora reconheça os avanços das câmeras mirrorless – que oferecem maior inteligência e conforto operacional em relação às antigas DSLRs – , ela defende que a técnica, o raciocínio rápido e a sensibilidade do profissional continuam sendo insubstituíveis.
Para a fotógrafa da Seleção Brasileira Feminina, as ferramentas de Inteligência Artificial para edição e tratamento não resolvem totalmente os desafios do trabalho no esporte de alto rendimento, onde a prioridade é a entrega técnica perfeita em tempo real.
Em grandes palcos internacionais — como o recente amistoso da Seleção em Manchester, sob luz ideal, registrado por ela no gol de Bia Zanerato —, a estrutura favorece a captação.
No entanto, para além das grandes arenas, o teste definitivo de um fotógrafo está na capacidade de raciocinar e entregar imagens de excelência mesmo em estádios com iluminação e infraestrutura desafiadoras, como o Parque São Jorge ou o Canindé.
É por esse motivo que a curadoria de talentos da Staff Images não se baseia em portfólios excessivamente pós-processados:
“Hoje em dia temos muitos fotógrafos e fotógrafas atuando no futebol, mas se você tirar a IA e as câmeras mirrorless, não sobram dez. Eu não dependo da IA para melhorar a minha foto; preciso entregar o material em tempo real e busco o melhor resultado nos ajustes da própria câmera. Para selecionar profissionais, não posso simplesmente olhar foto de jogo tratada por seis horas com IA. A tecnologia ajuda, mas a pessoa precisa ter inteligência e repertório para raciocinar em qualquer ambiente.”
A rotina da Staff Images: controle, mentalidade e presença internacional
A operação da Staff Images exige disciplina absoluta. Coordenando equipes em mais de dez países — com suporte em português e espanhol para cobrir torneios como a Copa Libertadores feminina e a Copa América feminina—, Lívia atua como uma líder presente e detalhista.
Sua gestão vai além da entrega técnica: busca transformar a mentalidade dos fotógrafos para que compreendam o valor estratégico e a responsabilidade de cada imagem gravada.
Da definição do briefing e ajustes de câmera antes da partida até a orientação para que os profissionais evitem a estagnação e o conformismo comum nos bastidores dos estádios, o foco está na busca constante por ângulos criativos e entregas ágeis.
“Eu acompanho todos os detalhes da agência: como o profissional grava, como se prepara e a importância da foto que ele vai fazer. Em um jogo em Fortaleza, por exemplo, mostrei ao fotógrafo responsável pela imagem do alto que aquela era a foto principal do dia, pois retratava o estádio lotado, o mosaico e o sucesso do evento. Não quero a minha equipe na ‘rodinha’ de bastidor reclamando do mercado; quero profissionais que cheguem ao estádio para criar, entregar e evoluir. Os profissionais que começaram com a gente da base e hoje estão entre os melhores foram justamente os que estavam abertos a ouvir e aprender com quem tem quase 20 anos de experiência no fotojornalismo.” conta a fotógrafa.
Credenciamento, ética e o valor do campo
Ao abordar o acesso das mulheres aos maiores eventos do futebol mundial, como as competições da FIFA e da CONMEBOL, a fotojornalista é categórica: o mercado atual exige profissionalismo e histórico de trabalho consolidado.
Com a ampliação dos espaços e o fortalecimento do futebol feminino, Lívia acredita que profissionais capacitadas e ativas na cobertura diária da modalidade têm caminhos abertos para credenciamento nas grandes Copas do Mundo, sendo eventuais barreiras decorrentes apenas de questões logísticas, de visto ou financeiras.

Grandes marcos, sensibilidade em campo e a dor do clique não feito
Ao olhar para o acervo acumulado ao longo de quase duas décadas de fotojornalismo, Lívia Villas Boas compartilhou momentos especiais para ela. No futebol masculino, a cobertura da Copa Libertadores de 2018 entre Boca Juniors e River Plate — desde La Bombonera até a decisão em Madri — além de fortalecer sua capacidade de entrega em grandes eventos, ficou registrada como momento marcante.
No futebol feminino, ela destaca o privilégio de registrar o desenvolvimento da modalidade e conviver de perto com uma das maiores jogadoras de todos os tempos:
“No feminino, tenho um privilégio muito grande de fotografar todas as jogadoras, especialmente a Marta, que é muito especial. Tenho uma imagem dela na final da Copa América que foi muito emocionante, naquele gol que ela fez faltando 16 segundos para acabar o jogo. São várias fotos marcantes: a Marta se emocionando em entrevista, a Maranhão comemorando gol, a Bia Zanerato pulando. Quando você conhece a atleta, você já prevê a comemoração. A Bia sempre pula, então já sei que preciso me afastar um pouco para enquadrar a imagem perfeita.”
Outro momento lembrado por Lívia destaca o que ela considera um dos “superpoderes” da fotografia: fazer com que aquele instante exista para sempre, além da memória. Em 2025, a fotojornalista registrou um momento emocionante entre a jogadora do San Lorenzo, Vanina, e sua mãe, no instante em que elas se comunicavam pela grade que separava o campo da torcida após partida da Libertadores Feminina.
Segundo a fotógrafa, ambas estavam emocionadas, conversando e expressando a importância que uma tem na vida da outra. Esse momento de conexão representava a felicidade de estarem ali em uma grande conquista, juntas e se apoiando.
Para Lívia, foi uma satisfação registrar a cena, pois sentiu que cumpria seu papel como fotojornalista: estando presente no momento e entendendo que a fotografia é pensar no que se está fazendo, e não apenas clicar.

Apesar de um acervo repleto de conquistas, a busca constante pela perfeição relatada pela fotojornalista também traz pequenas frustrações. Uma delas foi não ter fotografado oficialmente os Jogos Olímpicos de Paris 2024 na beira do gramado, evento em que a Seleção Brasileira conquistou a medalha de prata.
Villas Boas esteve presente na França dando suporte ao time e acompanhando como torcedora nas arquibancadas, mas a ambição competitiva de estar em campo permaneceu viva:
“Eu gostaria muito de ter fotografado a Olimpíada de 2024. Já era uma equipe que eu vinha acompanhando desde o final de 2023. Fui a Paris, assisti aos jogos no estádio e foi legal estar ali com o olhar de fã, torcendo pela prata do Brasil, mas deu aquela tristezinha por não estar credenciada em campo. Na fotografia eu tento sempre ser a melhor, sou muito competitiva. Se estou no campo, quero ter o melhor clique, estar atenta a tudo.”
Olhando para o futuro: Copa do Mundo de 2027 e o crescimento do futebol de mulheres
Se a medalha de prata em Paris ficou registrada sob o ponto de vista da torcida — já que a empresária não atuou no como fotógrafa oficial da seleção Brasileira feminina na competição, acompanhando os jogos das arquibancadas —, o olhar da executiva e da equipe da Staff Images Women’s já está totalmente fixado no maior evento esportivo que o país sediará nos próximos anos: a Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027, no Brasil.
Para quem começou em um mercado com poucas oportunidades para mulheres, atuar no Mundial em casa representa a consolidação de um projeto de vida. Ela contou que o grande objetivo para o futuro passa pela expansão do ecossistema de suas agências e pela consolidação definitiva do fotojornalismo feminino como uma profissão viável, respeitada e sustentável para novas gerações de fotógrafas:
“Quando a gente chegou, no final da pandemia, tinha pouquíssima gente trabalhando. Hoje fico muito feliz de ver mais profissionais atuando no futebol feminino, o mercado aberto, patrocinadores investindo e as atletas tendo acesso fácil às suas imagens. Fizemos o jogo Brasil x EUA na Neo Química Arena e o número de fotógrafos credenciados era o mesmo de uma partida da seleção masculina. Isso é uma evolução incrível de se ver.”
Lívia destaca o valor da reputação construída no offline e a certeza de ser uma solução eficiente para os maiores clientes e patrocinadores do mercado esportivo.
“O melhor equipamento é o cérebro: tudo o que você aprendeu, construiu e leu. Equipamento de qualidade dá conforto, mas a sua bagagem é o que o torna um profissional diferenciado. Em relação ao futuro, nosso foco total está na Copa do Mundo Feminina no Brasil em 2027. O plano já está traçado.Eu sou muito mais conhecida no offline do que no online. Não tenho 100 mil seguidores e nem fico mostrando o meu dia a dia, mas se alguém precisa resolver um problema de fotografia esportiva de alto nível no mercado, sabe que pode me chamar. Essa é a minha maior satisfação.”

Liderança, resiliência e o combate ao machismo no mercado
Ao ser questionada sobre qual conselho deixaria para mulheres que sonham em ocupar espaços como ela ocupa, a fotógrafa refletiu que ser uma referência em um ambiente historicamente masculino e centralizado exigiu dela a construção de uma postura firme.
E contou que ao ser questionada diversas vezes sobre a sua trajetória até alcançar posições de liderança, a fotógrafa relembra episódios em que precisou se impor contra o machismo nos bastidores para garantir o seu espaço — experiência que moldou sua casca e hoje serve de inspiração para outras mulheres.
“É muito especial ser referência para outras mulheres. Passei por muitos casos de machismo. Já tive chefe que me trancava em uma sala e dizia que eu era petulante e não seria nada na vida. Mas eu nunca abaixei a cabeça. Falava: ‘Essa é a sua opinião? Vamos ver’. Isso me fez criar a casca que tenho hoje. Para as meninas que estão começando, o conselho é entender que a mulher enfrentará vários obstáculos para se posicionar e ter voz. O futebol feminino por muito tempo pareceu ter ‘donos’ ou exigir permissão para que alguém entrasse. Em 2021, quando lançamos a agência, foi difícil porque não nos convidavam para eventos ou entrevistas; tínhamos que provar o tempo todo que podíamos estar ali. É cansativo, mas meu conselho é: estude, busque referências de verdade em livros e artigos internacionais, e não tenha medo de se posicionar. Quem se posiciona é respeitado.”
“Fotógrafo” vs. “Sabor Fotógrafo”: estudo e repertório acima das redes sociais
Lívia Villas Boas defende o uso do Instagram como portfólio, mas diz acreditar que o mais importante é a bagagem cultural, o estudo e entregar o trabalho com excelência.
Relembrando dos 200 anos que a primeira fotografia foi feita na França que estão sendo completados este ano, a fotojornalista fala da importância de saber da história da arte, da evolução da pintura para a fotografia, e de ter como referência fotógrafos como Sebastião Salgado e Ana Lúcia Araújo. Ela faz uma distinção contundente entre quem busca a profissão por vocação e entrega técnica e quem busca apenas a visibilidade momentânea trazida pelas redes sociais:
“Hoje existe o ‘fotógrafo’ e o ‘sabor fotógrafo’. O ‘sabor fotógrafo’ é aquele que só quer estar lá para postar um Reels no campo e dizer no churrasco em família que viu um jogador famoso. Mas, se a chuva cair ou a iluminação for ruim, a foto dele não sai. O fotógrafo de verdade estará lá faça chuva ou faça sol, estudando e melhorando o equipamento e a entrega. Ou seja, para de tentar ser perfeito ou refém do algoritmo! Se a rede social acabar amanhã, as pessoas vão lembrar do seu nome e do serviço que você oferece?

O potencial econômico e o legado do futebol feminino
Ao se encaminhar para o fim da entrevista, a empresária e fotógrafa reforça a sua visão sobre o futebol feminino não apenas como paixão e registro histórico, mas como uma potência de mercado que está pronta para grandes retornos comerciais:
“A fotografia é importante porque registra o momento, traz saudade e comprova a história. Respeitar a fotografia e ser grata ao que ela nos dá é fundamental. Em relação ao futebol feminino, estamos vendo uma evolução sem volta: marcas globais entendendo o poder de consumo do público feminino e atletas ocupando papéis centrais em grandes campanhas. O futebol feminino é uma mina de ouro comercial se for explorado com profissionalismo e respeito. Com a união de boas entregas de imagem, gestão e investimento dos patrocinadores, tenho certeza de que faremos uma Copa do Mundo inesquecível no Brasil.” finaliza a fotojornalista.
Foto: Reprodução/ Instagram @livia_villasboas




