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Câmara aprova Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 com medidas de reparação histórica

Câmara aprova Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 com medidas de reparação histórica

Projeto define regras comerciais e operacionais do torneio e prevê indenização a pioneiras do futebol feminino

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1315/2026, que institui a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O texto segue agora para análise no Senado e, se aprovado, será encaminhado para sanção presidencial. A proposta estabelece as diretrizes necessárias para a organização do torneio e formaliza compromissos assumidos pelo país junto à FIFA.

A legislação define regras comerciais, operacionais e institucionais para a realização da competição. Entre os principais pontos, estão a garantia de exclusividade à FIFA e seus parceiros em relação ao uso de marcas, imagens e demais propriedades intelectuais ligadas ao evento. O texto também regulamenta a atuação de emissoras que não possuem direitos de transmissão, permitindo a exibição de até 30 segundos por evento, exclusivamente para fins jornalísticos.

Um dos destaques do projeto é a inclusão de medidas de reparação histórica no futebol feminino brasileiro. A proposta autoriza o pagamento de R$ 500 mil a cada jogadora que participou do Torneio Experimental da FIFA, em 1988, e da primeira Copa do Mundo Feminina, em 1991.

Seleção Brasileira Feminina em 1991 | CBF/Reprodução
Seleção Brasileira Feminina em 1991 | CBF/Reprodução

Em casos de falecimento, o valor poderá ser destinado aos herdeiros legais. Segundo a relatora da proposta, a deputada Gleisi Hoffmann, a medida busca reconhecer o impacto de restrições impostas ao futebol feminino no passado. “Se foi o Estado, em tempos de ditaduras, que proibiu o esporte por tanto tempo e gerou as dificuldades que vemos agora, nada mais justo do que promover, na democracia, as medidas de reparação”, afirmou.

O texto aprovado também autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em estádios e locais oficiais da competição, desde que respeitadas as normas sanitárias vigentes. Além disso, prevê a possibilidade de decretação de feriados nacionais em dias de jogos da Seleção Brasileira e a adequação de calendários escolares durante o período do torneio.

A proposta reforça ainda dispositivos relacionados à organização do evento, como segurança, infraestrutura e cooperação entre diferentes níveis de governo. A aprovação da Lei Geral é considerada etapa fundamental para garantir segurança jurídica e viabilizar a realização da Copa do Mundo Feminina dentro dos padrões exigidos internacionalmente.

Com a tramitação em andamento no Congresso, a expectativa é que a legislação seja concluída em tempo hábil para permitir o planejamento operacional do torneio. A realização da competição em 2027 também é vista como oportunidade para ampliar a visibilidade do futebol feminino e impulsionar investimentos no setor esportivo no país.

Foto: Acervo Museu do Futebol

Isadora Leocardio

Jornalista e repórter no DONAS FC. Acompanho e produzo conteúdos sobre futebol feminino com foco em análise, cobertura de jogos e histórias inspiradoras das atletas. Apaixonada pelo esporte, contribuo para o crescimento e a visibilidade do futebol feminino no Brasil e no mundo.

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