O plano de sustentabilidade e direitos humanos para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, tem 15 metas e 27 iniciativas sociais, ambientais e econômicas
A Fifa anunciou, na terça-feira (4), a estratégia de sustentabilidade e direitos humanos para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. O plano reúne 15 objetivos e 27 iniciativas voltadas à responsabilidade ambiental e econômica, além de medidas de governança e ações para prevenir casos de assédio e discriminação.
Com 20 páginas, o documento detalha os possíveis impactos do Mundial no país, apresenta números relacionados ao torneio e aborda os contextos global e brasileiro. A estratégia também estabelece a missão e os principais pilares que vão orientar as ações durante a competição. Entre as medidas previstas está a criação de um sistema para receber denúncias e encaminhar casos de abuso e assédio.
Segundo a Fifa, o plano foi elaborado em parceria com órgãos governamentais, cidades-sede, organizações internacionais e representantes da sociedade civil. A construção levou em consideração boas práticas internacionais, além das características específicas do contexto brasileiro.
“Esta estratégia trata de transformar a intenção em ação. Desde lidar com as emissões e promover a redução de resíduos até apoiar medidas para proteger os direitos dos trabalhadores, criar um ambiente mais seguro para o torneio e aplicar o Código de Aquisições Sustentáveis da Fifa nas compras relacionadas ao torneio, estamos comprometidos em alcançar resultados concretos que possam deixar um legado duradouro no Brasil”, afirmou o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström.
Proteção e inclusão
No eixo social, a Fifa vai aplicar sua política de salvaguarda para prevenir casos de abuso, assédio e violência de gênero. O plano também prevê ações de combate à discriminação, canais confidenciais para denúncias e medidas para ampliar a acessibilidade nos estádios e nas cidades-sede.
A proposta é garantir um ambiente mais seguro e inclusivo para atletas, profissionais, voluntários e torcedores durante a competição.
Medidas ambientais
Na área ambiental, a entidade pretende elaborar um inventário das emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao torneio e adotar medidas para reduzir a geração de resíduos, com ações de prevenção, reutilização e reciclagem. A preservação da biodiversidade também está entre as iniciativas previstas pela organização.
Participação de empresas brasileiras
No eixo econômico, a estratégia busca ampliar a participação de fornecedores locais, permitindo que mais empresas brasileiras integrem a cadeia de suprimentos da competição.
A Fifa também prevê o reaproveitamento de estruturas e materiais utilizados durante o Mundial, com o objetivo de ampliar o legado deixado pelo torneio no país.
Governança e monitoramento
Para acompanhar a execução das medidas, a estratégia estabelece mecanismos de governança e monitoramento. Entre as ações estão a aplicação do Código de Aquisições Sustentáveis da Fifa, programas de capacitação para as partes envolvidas e planos de acompanhamento para avaliar o cumprimento das iniciativas ao longo de todo o ciclo da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Foto: Divulgação / FIFA




