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Espanha, Itália, Colômbia e Coreia do Norte: como as quatro semifinalistas chegaram ao Mundial Sub-20

Espanha, Itália, Colômbia e Coreia do Norte: como as quatro semifinalistas chegaram ao Mundial Sub-20

Espanha tem campanha perfeita e 19 gols marcados, Itália alcança semifinal inédita, Colômbia supera duas seleções no mata-mata e Coreia do Norte segue sem sofrer gols na defesa do título

Restam quatro seleções na disputa pelo título da Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2026. Espanha, Itália, Colômbia e Coreia do Norte chegaram às semifinais por caminhos bastante diferentes na Polônia. Enquanto espanholas e norte-coreanas mantêm campanhas invictas e sem derrotas, a Itália precisou dos pênaltis para avançar nas oitavas e a Colômbia chegou ao mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas.

As diferenças aparecem também nos números. A Espanha marcou 19 gols e sofreu apenas um em cinco partidas. A Coreia do Norte ganhou todos os jogos e ainda não foi vazada. A

Itália soma quatro vitórias e um empate e alcança pela primeira vez uma semifinal do Mundial Sub-20. Já a Colômbia construiu sua campanha a partir de jogos mais equilibrados e decidiu as duas últimas classificações com gols nos minutos finais.

Espanha mantém campanha perfeita

A Espanha chegou à semifinal com cinco vitórias em cinco partidas e 19 gols marcados. O único gol sofrido aconteceu na vitória por 3 a 1 sobre a China, ainda na fase de grupos. A seleção comandada por David Aznar liderou o Grupo F com nove pontos e confirmou a classificação sem depender de outros resultados.

A campanha começou em 7 de setembro, com vitória por 2 a 0 sobre a Nigéria. Marisa García e Alba Cerrato marcaram os gols da estreia. Três dias depois, a Espanha protagonizou uma das maiores goleadas da história do torneio ao vencer a Nova Caledônia por 11 a 0. Celia Segura marcou quatro vezes, enquanto Pau Comendador e Marisa García fizeram dois gols cada. Alba Cerrato, Carla Julià e Rosalía Domínguez completaram o placar.

Na terceira rodada, a equipe venceu a China por 3 a 1. Daniela Agote abriu o placar de pênalti, Pau Comendador marcou duas vezes e Huang Jiaxin descontou para as chinesas. O resultado garantiu à Espanha a liderança da chave com 16 gols marcados e apenas um sofrido na fase de grupos.

O mata-mata trouxe adversários mais próximos do nível espanhol. Nas oitavas, a equipe derrotou Portugal por 2 a 0, com gol de Marisa García e um gol contra de Nair Pina. Nas quartas, venceu o Brasil por 1 a 0, com Pau Comendador marcando aos 27 minutos do primeiro tempo.

A campanha ajuda a explicar a identidade da equipe de David Aznar. A RFEF destacou a posse de bola, o jogo associativo e a velocidade na circulação como características importantes do time. Contra a Nova Caledônia, a Espanha assumiu o controle desde o início e transformou a superioridade territorial em uma goleada.

A equipe também mostrou capacidade de administrar partidas quando o placar foi mais apertado. Contra Portugal, a Espanha controlou o jogo mesmo depois da expulsão de uma adversária. Diante do Brasil, sustentou a vantagem mínima até o fim.

A Espanha já conquistou a Copa do Mundo Feminina Sub-20, com o título inédito em 2022 | Reprodução / FIFA
A Espanha já conquistou a Copa do Mundo Feminina Sub-20, com o título inédito em 2022 | Reprodução / FIFA

Pau Comendador e uma geração acostumada às decisões

A principal referência ofensiva da Espanha é Pau Comendador. A atacante do Real Madrid chegou à semifinal como artilheira do Mundial, com cinco gols. Aos 19 anos, ela aparece entre as principais jogadoras de uma geração espanhola que reúne atletas de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Real Sociedad, Athletic Club e outros clubes europeus.

Comendador marcou duas vezes contra a China e decidiu a partida contra o Brasil. A atacante também participou da preparação espanhola para o torneio e integra uma seleção que conta com outras jogadoras de destaque, como Celia Segura, autora de quatro gols contra a Nova Caledônia, e Marisa García.

A Espanha também chega à semifinal com experiência recente na fase decisiva. É a terceira vez nas últimas quatro edições que a seleção alcança as semifinais. Em 2022, levantou o título na Costa Rica ao derrotar o Japão por 3 a 1. Em 2024, caiu nas quartas de final diante do próprio Japão.

Pau Comendador, da Espanha | Reprodução / Redes sociais
Pau Comendador, da Espanha | Reprodução / Redes sociais

Itália faz história e chega à semifinal inédita

A trajetória italiana começou com um desafio importante. Depois de 14 anos sem disputar o Mundial Sub-20, a Itália voltou ao torneio e caiu no Grupo D, ao lado de Estados Unidos, Nova Zelândia e Japão. A classificação para a competição veio após a semifinal do Campeonato Europeu Sub-19 de 2025.

A estreia foi contra os Estados Unidos, em 6 de setembro. A Itália venceu por 2 a 1. Na segunda rodada, derrotou a Nova Zelândia por 3 a 0, com dois gols de Rosanna Ventriglia e um de Karen Appiah. O resultado garantiu antecipadamente a classificação para o mata-mata.

A liderança do grupo veio no empate por 1 a 1 com o Japão. Paola Fadda colocou a Itália na frente de pênalti, mas Natsumi Tago empatou no segundo tempo. Com sete pontos, a equipe de Nicola Matteucci terminou na primeira colocação.

Nas oitavas, a Itália encontrou a China. Appiah abriu o placar, mas as chinesas buscaram o empate. Depois de 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, as italianas converteram as cinco cobranças na disputa por pênaltis e avançaram por 5 a 4.

A classificação para a semifinal veio com uma atuação mais dominante. A Itália derrotou a Coreia do Sul por 3 a 1. Karen Appiah marcou duas vezes, uma em cada tempo, e Paola Fadda completou o placar. Lee Haeun descontou para as sul-coreanas. A FIGC descreveu a atuação italiana como uma partida controlada pelas Azzurrine, sobretudo depois do intervalo.

O desenho tático utilizado por Matteucci tem aparecido com frequência no 3-5-2. Contra a Coreia do Sul, a Itália pressionou desde os primeiros minutos, recuperou a bola no campo ofensivo e manteve as adversárias próximas da própria área durante boa parte da partida.

Seleção Feminina Italiana na Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / FIFA
Seleção Italiana na Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / FIFA

Appiah ganha espaço

Karen Appiah é uma das principais histórias individuais da campanha italiana. A atacante, que pertence ao Milan e disputa a temporada pelo Cesena por empréstimo, marcou contra a Nova Zelândia e depois assumiu papel decisivo no mata-mata. Ela fez o gol da classificação contra a China e marcou duas vezes nas quartas de final.

A própria Appiah contou à FIFA que precisou esperar completar 18 anos para viver a experiência com a seleção italiana e descreveu sua trajetória até a convocação como difícil, especialmente no aspecto mental. Na Polônia, ela se transformou em uma das principais referências ofensivas da equipe.

Karen Appiah é uma das revelações da Seleção Italiana na Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / Getty Images
Karen Appiah é uma das revelações da Seleção Italiana na Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / Getty Images

Apesar da ascensão individual da atacante, Matteucci tem ressaltado a força coletiva do grupo. Depois da classificação contra a Coreia do Sul, o treinador afirmou que a equipe trabalha muito e que a força das Azzurrine está justamente na contribuição das diferentes jogadoras.

A semifinal representa um marco para o futebol feminino italiano. Antes da Polônia, a seleção havia participado da competição apenas em 2012, quando caiu na fase de grupos. Nunca havia passado dessa etapa. Além disso, segundo a FIFA, nenhuma seleção feminina italiana havia chegado a uma semifinal de torneio mundial desde a campanha da Sub-17 no Mundial de 2014.

Colômbia supera adversários e vive campanha histórica

A Colômbia teve o caminho mais irregular entre as quatro semifinalistas. A seleção de Carlos Paniagua perdeu para a Coreia do Norte, empatou com Portugal e venceu a Costa Rica na fase de grupos. Com quatro pontos, terminou na terceira colocação do Grupo E e avançou como uma das melhores terceiras colocadas.

A estreia foi uma vitória por 3 a 1 sobre a Costa Rica. As colombianas sofreram o primeiro gol, mas reagiram com Fernanda Viáfara, de pênalti, Mariana Silva e Catalina Cortés.

Na segunda rodada, a Colômbia ficou no 0 a 0 com Portugal. A equipe criou oportunidades e teve em Valerin Loboa uma das principais ameaças ofensivas, mas parou na goleira portuguesa Nair Pina.

O último jogo da fase de grupos foi justamente contra a Coreia do Norte. As atuais campeãs venceram por 3 a 0, com Choe Rim Jong abrindo o placar e Choe Yon A convertendo dois pênaltis.

A situação obrigou a Colômbia a disputar o mata-mata desde uma posição diferente da planejada. O adversário nas oitavas foi a Polônia, dona da casa e líder do Grupo A com 100% de aproveitamento.

A partida foi marcada pela paciência colombiana. A Polônia teve chances importantes no segundo tempo, mas Luisa Agudelo evitou o gol. Aos 86 minutos, Mariana Silva cruzou para a área e Martyna Bartczak desviou contra a própria meta. A vitória por 1 a 0 colocou a Colômbia nas quartas de final.

Contra a Nigéria, a história se repetiu em parte. A Colômbia encontrou dificuldades para transformar sua organização em gol e precisou esperar os acréscimos. Aos 92, Valerin Loboa recebeu passe de Isabel Weiner e marcou o gol da classificação.

O próprio Paniagua definiu a equipe a partir da paciência e da organização. Contra a Polônia, o treinador explicou à FIFA que pediu às jogadoras para manterem a calma e continuarem organizadas porque a oportunidade de marcar apareceria. A postura também apareceu contra a Nigéria, em uma partida decidida no fim.

Seleção Colombiana é a única equipe sul-americana na semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-20 2026 | Reprodução / FIFA
Seleção Colombiana é a única equipe sul-americana na semifinal da Copa do Mundo Feminina Sub-20 2026 | Reprodução / FIFA

Uma geração que já se conhece

A campanha colombiana também tem relação direta com um ciclo de formação que acompanha várias dessas jogadoras há anos.

Luisa Agudelo, Samantha Rodríguez, Isabel Weiner, Isabella Díaz, Mariana Silva, Maithe López e outras atletas desta equipe participaram da seleção colombiana Sub-17 que disputou o Mundial da categoria em 2024. Naquele ciclo, Carlos Paniagua já era o treinador.

O grupo também esteve no processo que levou a Colômbia à classificação para o Mundial Sub-17 de 2024. No Sul-Americano daquele ano, Agudelo, Rodríguez, Weiner, Isabella Díaz, Mariana Silva e Maithe López estiveram entre as titulares utilizadas por Paniagua.

A experiência continuou em 2025, quando parte da geração disputou novamente o processo Sub-17 sob o comando de Paniagua. A seleção se classificou para o Mundial do Marrocos, embora a equipe que chegou à Polônia em 2026 tenha uma composição diferente.

Na categoria Sub-20, a Colômbia repetiu a presença nas quartas de final de 2024 e agora avançou pela primeira vez à semifinal. No Mundial disputado em casa dois anos atrás, a equipe foi eliminada pela Holanda nos pênaltis após empate por 2 a 2. Em 2026, Paniagua reencontra a fase que havia ficado pelo caminho em território colombiano.

Coreia do Norte defende título sem sofrer gols

A Coreia do Norte chega à semifinal com uma sequência de cinco vitórias e nenhum gol sofrido. A atual campeã liderou o Grupo E, derrotou Japão e Canadá no mata-mata e marcou 13 gols até aqui.

A campanha começou com vitória por 2 a 0 sobre Portugal, com dois gols de Kang Ryu Mi. Na segunda rodada, as norte-coreanas venceram a Costa Rica por 4 a 0. Pak Ok-I, Choe Yon A, duas vezes, e Ho Kyong marcaram na partida.

Na terceira rodada, a Coreia do Norte enfrentou a Colômbia e venceu por 3 a 0. Choe Rim Jong marcou no primeiro tempo e Choe Yon A converteu dois pênaltis na etapa final. A vitória confirmou a liderança da chave.

Nas oitavas, a equipe encontrou o Japão. O primeiro gol veio contra, após desvio de Asako Furuta. Poucos minutos depois, Choe Yon A ampliou para 2 a 0. A goleira e a defesa novamente terminaram a partida sem sofrer gols.

Nas quartas, o Canadá conseguiu segurar o placar até os minutos finais. A Coreia do Norte, porém, manteve a pressão. Aos 90+2, Choe Rim Jong acertou um chute de esquerda e abriu o placar. Quatro minutos depois, Ho Kyong avançou em velocidade e marcou o segundo. A equipe venceu por 2 a 0 e garantiu presença entre as quatro melhores.

A Seleção da Coreia do Norte vai a sua quinta semifinal de Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / FIFA
A Seleção da Coreia do Norte vai a sua quinta semifinal de Copa do Mundo Feminina Sub-20 | Reprodução / FIFA

O jogo contra o Canadá também expôs uma das principais características desta seleção. A Coreia do Norte manteve o controle territorial e criou diversas oportunidades mesmo sem marcar durante quase toda a partida.

O técnico Han Chol-hak também destacou a capacidade do grupo de insistir até o fim. Segundo ele, a equipe se mantém forte porque treina e joga com a seleção como referência coletiva.

Uma seleção construída nas categorias de base

A campanha de 2026 acontece dois anos depois do título conquistado na Colômbia. Em 2024, a Coreia do Norte venceu todos os sete jogos e derrotou o Japão por 1 a 0 na final. O título foi o terceiro da seleção na categoria, depois das conquistas de 2006 e 2016.

Naquela edição, a FIFA destacou características como movimentação coordenada, intensidade, eficiência e qualidade técnica. A equipe marcou 25 gols e teve Choe Il-son como principal referência, com seis gols e os prêmios de Chuteira de Ouro e Bola de Ouro.

A geração de 2026 apresenta outros nomes. Choe Rim Jong aparece entre as principais protagonistas e marcou o gol que abriu o caminho para a vitória sobre o Canadá. Choe Yon A soma gols importantes na fase de grupos e nas oitavas, enquanto Ho Kyong decidiu a partida das quartas.

A força da Coreia do Norte também aparece na continuidade de sua formação. A equipe disputa a semifinal tentando se tornar a primeira seleção a defender o título do Mundial Sub-20 feminino. A FIFA e a AFC apontam ainda que um quarto título colocaria as norte-coreanas isoladamente como maiores campeãs da competição.

Como chegam as quatro semifinalistas

As quatro campanhas apresentam modelos diferentes. Espanha e Coreia do Norte venceram todas as partidas. A Espanha teve o maior volume ofensivo entre as semifinalistas, com 19 gols, enquanto a Coreia construiu sua campanha a partir de uma defesa que ainda não sofreu gols.

A Itália também está invicta, mas teve dois empates no torneio, considerando o empate contra China decidido nos pênaltis. A equipe marcou dez gols e sofreu quatro. Já a Colômbia tem três vitórias, um empate e uma derrota, com cinco gols marcados e sete sofridos.

SeleçãoFase de gruposCampanha totalGols marcadosGols sofridosMelhor campanha anteriorSemifinal
Espanha1ª do Grupo F, 9 pts5V191Campeã em 2022Itália
Itália1ª do Grupo D, 7 pts4V, 1E104Fase de grupos, 2012Espanha
Colômbia3ª do Grupo E, 4 pts3V, 1E, 1D57Quartas de final, 2024Coreia do Norte
Coreia do Norte1ª do Grupo E, 9 pts5V130Campeã, 2006, 2016 e 2024Colômbia

No mata-mata, a Espanha eliminou Portugal por 2 a 0 e Brasil por 1 a 0. A Itália passou pela China nos pênaltis após 1 a 1 e depois venceu a Coreia do Sul por 3 a 1. A Colômbia derrotou a Polônia por 1 a 0 e a Nigéria por 1 a 0. A Coreia do Norte superou Japão e Canadá pelo mesmo placar de 2 a 0.

Entre as principais artilheiras das semifinalistas, Pau Comendador lidera a disputa com cinco gols. Karen Appiah soma quatro pela Itália. Pela Coreia do Norte, Choe Yon A tem três gols e Choe Rim Jong marcou duas vezes. Na Colômbia, Valerin Loboa aparece como uma das protagonistas ofensivas e foi responsável pelo gol da classificação diante da Nigéria.

As comissões técnicas também chegam à fase decisiva com experiências diferentes. David Aznar conduz uma Espanha acostumada às fases finais dos torneios de base. Nicola Matteucci, que já havia comandado a geração italiana no Europeu Sub-19 de 2025, conduz a seleção em sua primeira semifinal mundial. Carlos Paniagua trabalha com uma geração que acompanha desde a categoria Sub-17. Han Chol-hak tenta conduzir a Coreia do Norte à defesa do título conquistado em 2024.

Em campo, a Espanha se destaca pelo controle através da posse e pela circulação rápida. A Itália combina pressão, jogo físico e um 3-5-2 que tem criado superioridade no meio-campo. A Colômbia aposta em organização, paciência e transições, enquanto a Coreia do Norte apresenta intensidade, movimentação e pressão ofensiva com uma defesa que ainda não foi vazada.

Os duelos que valem vaga na final

As duas semifinais serão disputadas na quarta-feira, 23 de setembro, no Stadion Miejski ŁKS, em Łódź.

Itália e Espanha acontece às 15h no horário local, 10h no horário de Brasília. Será o primeiro encontro entre as duas seleções em um Mundial Sub-20. As gerações, porém, já se enfrentaram em uma semifinal do Campeonato Europeu Sub-19 em 2025. Na ocasião, a Espanha venceu por 2 a 0 na prorrogação, com gols de Irune Dorado e Daniela Agote. Treze jogadoras espanholas e 12 italianas daquele confronto aparecem no elenco atual do Mundial.

Já Coreia do Norte e Colômbia será disputado às 18h30 no horário local, 13h30 no horário de Brasília. O confronto será uma repetição da partida da fase de grupos, quando a Coreia do Norte venceu por 3 a 0. A Colômbia, porém, chega ao reencontro depois de eliminar Polônia e Nigéria, enquanto as norte-coreanas passaram por Japão e Canadá sem sofrer gols.

A disputa também coloca frente a frente duas gerações que já conhecem a fase decisiva. A Espanha busca voltar à final pela primeira vez desde o título de 2022. A Itália tenta disputar sua primeira decisão. A Colômbia procura superar o estágio das quartas de final, enquanto a Coreia do Norte tenta alcançar novamente a final e defender o título conquistado em 2024.

Com quatro trajetórias distintas, a semifinal reúne uma campeã recente, uma seleção que estreia entre as quatro melhores, uma geração colombiana que atravessa diferentes categorias de base e uma atual campeã que ainda não sofreu gols. As duas partidas definirão quais desses caminhos continuarão até a decisão em Łódź.

Tabela-resumo

SeleçãoCampanhaGols marcadosGols sofridosMelhor campanha históricaAdversário na semifinal
Espanha5V191Campeã em 2022Itália
Itália4V, 1E104Semifinal em 2026Espanha
Colômbia3V, 1E, 1D57Semifinal em 2026Coreia do Norte
Coreia do Norte5V130Campeã em 2006, 2016 e 2024Colômbia

Foto: Reprodução / FIFA

Isadora Leocardio

Jornalista e repórter no DONAS FC. Acompanho e produzo conteúdos sobre futebol feminino com foco em análise, cobertura de jogos e histórias inspiradoras das atletas. Apaixonada pelo esporte, contribuo para o crescimento e a visibilidade do futebol feminino no Brasil e no mundo.

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