Espanhola é uma das oito mulheres que estarão à frente dos 14 clubes da elite inglesa em 2026/27
Eva Olid terá um novo desafio na carreira. A treinadora espanhola foi anunciada como nova comandante do Manchester United para a temporada 2026/27, após uma passagem histórica pelo Hearts of Midlothian, da Escócia, onde conquistou o primeiro título nacional feminino da história do clube.
A chegada ao futebol inglês coloca Olid entre as mulheres que estarão à frente de clubes da elite na próxima temporada. E a contratação da espanhola não é um caso isolado. A WSL terá uma maioria feminina no comando de suas equipes em 2026/27.
Dos 14 clubes da Barclays Women’s Super League, oito terão mulheres como treinadoras, o equivalente a 57,1% das equipes. O número coloca as profissionais em maioria entre as treinadoras da principal divisão inglesa e evidencia o espaço que elas vêm conquistando em uma função historicamente ocupada por homens.
Além de Olid, outras sete treinadoras estarão no comando das equipes da WSL na próxima temporada. São profissionais com trajetórias diferentes, mas que têm em comum a presença em uma das principais ligas do futebol feminino mundial.
Eva Olid – Manchester United

Depois de fazer história na Escócia, Eva Olid terá pela frente um dos maiores desafios de sua carreira. A espanhola deixou o Hearts of Midlothian após conquistar o primeiro título nacional feminino da história do clube e agora assume o Manchester United substituindo Marc Skinner, que comandava a equipe até então.
O novo compromisso também representa a chegada da treinadora a uma das principais ligas do futebol feminino europeu, com contrato válido até 2028.
Natalia Arroyo – Aston Villa

A experiência de Natalia Arroyo no futebol espanhol acompanha a treinadora em mais uma temporada na Inglaterra. Com passagem de destaque pela Real Sociedad, onde conquistou a Copa da Rainha em 2019, a espanhola é conhecida por um estilo de jogo organizado e ofensivo. À frente do Aston Villa desde 2025, ela segue no comando da equipe em 2026/27.
Rita Guarino – West Ham

Antes de desembarcar no futebol inglês, Rita Guarino construiu uma carreira marcada por títulos na Itália. No comando da Juventus, conquistou quatro edições consecutivas da Serie A e se tornou um dos principais nomes do futebol feminino italiano.
Antes de seguir carreira como treinadora, Guarino foi atacante, disputou a primeira Copa do Mundo feminina, em 1991, e defendeu a seleção italiana. Como treinadora, também passou pela Inter de Milão e, desde dezembro de 2025, está à frente do West Ham.
Jo Potter – Crystal Palace

Assim como Rita Guarino, Jo Potter também conhece o futebol a partir de diferentes perspectivas. A inglesa passou pelos gramados como meio-campista da seleção de seu país antes de iniciar a carreira como treinadora. No comando técnico, conquistou títulos pelo Rangers e assumiu o Crystal Palace, levando a equipe ao acesso à WSL.
Agora, terá a oportunidade de comandar o clube novamente na elite inglesa durante a temporada 2026/27.
Amy Merricks – Birmingham City

Outro retorno à elite inglesa terá a marca de Amy Merricks. À frente do Birmingham City desde 2024, a treinadora conduziu a equipe ao título da segunda divisão na temporada 2025/26 e garantiu o retorno do clube à WSL.
Antes de assumir o Birmingham, Merricks passou pelo Brighton e acumulou experiência nas categorias de base da seleção inglesa.
Sonia Bompastor – Chelsea

Já Sonia Bompastor é um nome conhecido no futebol mundial. Após comandar o Lyon por quatro temporadas, a francesa chegou ao Chelsea e se tornou a treinadora mais longeva no comando de um clube da WSL.
E não precisou de muito tempo para deixar sua marca no futebol inglês. Em sua primeira temporada à frente das Blues, conduziu a equipe aos títulos da WSL, da FA Cup e da League Cup, completando a tríplice coroa nacional em 2024/25. Na temporada seguinte, voltou a levantar a League Cup e segue no comando do Chelsea para 2026/27.
Renée Slegers – Arsenal

A conquista da Champions League colocou Renée Slegers entre os nomes de destaque da nova geração de treinadoras do futebol europeu. A holandesa assumiu o Arsenal em definitivo após passar pela comissão técnica do clube e, em 2025, comandou a equipe na conquista do título europeu e do primeiro Mundial de Clubes Feminino da FIFA, a Copa das Campeãs, disputada no início deste ano contra o Corinthians. Slegers segue à frente das Gunners para a temporada 2026/27.
Karen Hills – Charlton Athletic

A ligação de Karen Hills com o Charlton começou muito antes de ela assumir o comando da equipe. Ex-zagueira do clube, a inglesa foi campeã da FA Cup em 2005 como jogadora e retornou ao Charlton em 2021, desta vez como treinadora. Antes disso, passou mais de uma década no Tottenham e ajudou o clube a alcançar a elite inglesa. Em 2026, Hills alcançou a marca de 150 jogos à frente do Charlton e segue no projeto do clube.
A presença de oito mulheres entre as 14 equipes da WSL em 2026/27 marca um cenário inédito na elite inglesa e reforça o crescimento da participação feminina em comando de equipes da elite. Com trajetórias que passam por títulos nacionais, conquistas europeias e projetos de acesso à primeira divisão, as treinadoras chegam à nova temporada em diferentes momentos de suas carreiras, mas com o mesmo espaço em uma das principais ligas do futebol feminino mundial.
A chegada de Eva Olid ao Manchester United amplia esse grupo e simboliza mais um passo para a consolidação das mulheres no comando técnico do futebol inglês.
Foto: Reprodução/ Manchester United



