O Futebol Clube Pantanal oficializou a chegada de Jaqueane Correa como a nova técnica de sua equipe feminina. O movimento é mais do que uma simples troca no banco de reservas; é um reforço estratégico na ambição do clube em se consolidar como o projeto mais promissor do futebol feminino no Centro-Oeste brasileiro.
Formalizada em 2024 como a primeira SAF (Sociedade Anônima do Futebol) dedicada exclusivamente à modalidade em Mato Grosso do Sul, o Pantanal tem atraído os holofotes do mercado esportivo pelo investimento em estrutura e por uma proposta de crescimento sustentável. A contratação de Jaqueane, profissional com passagens por gigantes do eixo Rio-São Paulo, corrobora essa visão de busca por identidade competitiva e protagonismo nacional.
Domínio estadual e passaporte para o cenário nacional
O cartão de visitas do clube é imponente. Campeão invicto do Campeonato Sul-Mato-Grossense Feminino de 2025, o Pantanal registrou uma campanha histórica:
5 jogos, 5 vitórias;
53 gols marcados;
Nenhum gol sofrido.
Este desempenho garantiu ao clube o acesso a competições nacionais e validou o modelo de gestão que prioriza a profissionalização desde os alicerces.
O fator Jaqueane Correa: Experiência e Multifuncionalidade
Natural de Juiz de Fora (MG), Jaqueane, de 31 anos, traz um currículo robusto com passagens por Vasco da Gama, Flamengo e Ferroviária. Sua trajetória é marcada pela versatilidade, tendo atuado como preparadora física e auxiliar técnica antes de assumir o comando principal, o que lhe confere uma visão estratégica e sistêmica do jogo.
Para a treinadora, o convite do Pantanal foi aceito pela solidez da proposta:
“O que mais me motivou foi a proposta real de investimento. O projeto nasce com um aporte histórico e com a promessa de recolocar o futebol do estado em uma posição de protagonismo. Ser a primeira treinadora de uma SAF pioneira aqui me motiva muito”, destacou Jaqueane ao Donas FC.
Identidade de jogo e DNA competitivo
Dentro das quatro linhas, a missão é potencializar o elenco campeão com reforços pontuais que tragam experiência de grandes ligas. A ideia é criar um “casamento” entre a base local vitoriosa e atletas que já vivenciaram a elite do futebol brasileiro.
“Queremos construir uma equipe organizada e em constante evolução. A forma de jogar será nossa marca registrada, especialmente diante de um calendário que agora se torna mais exigente e profissionalizado”, explica a técnica.
Visão de longo prazo: Além do resultado imediato
Sediado em Campo Grande, o Pantanal não foca apenas no placar do próximo domingo. O clube tem investido pesado em:
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Centro de Treinamento próprio;
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Ampliação da comissão técnica multidisciplinar;
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Suporte integral às atletas (saúde, segurança e conforto).
Para Jaqueane Correa, esse planejamento é o que separa projetos passageiros de instituições sólidas. “A consolidação não acontece apenas por resultados. Ela é fruto de gestão e de uma visão que enxerga o futebol feminino como uma potência de mercado”, pontua.
Com a chegada de Jaqueane, o Pantanal sinaliza ao mercado que o pioneirismo da SAF foi apenas o primeiro tempo de uma partida que visa transformar o Mato Grosso do Sul em uma referência de gestão e excelência no futebol feminino brasileiro.
Foto-Pantanal SAF




