Ex-jogadora e atual vice-presidente do Comitê Feminino da UEFA, dirigente galesa ganhou espaço nos bastidores após criticar proposta de participação de capital privado nos direitos comerciais da Copa do Mundo
A atual vice-presidente do Comitê Feminino da UEFA, Laura McAllister, passou a ser apontada como uma possível candidata à presidência da FIFA. O nome da dirigente ganhou espaço nos bastidores em meio à crise de governança da entidade e após McAllister se posicionar contra uma proposta de participação de capital privado nos direitos comerciais ligados à Copa do Mundo.
McAllister construiu uma trajetória no futebol dentro e fora dos gramados. Ex-jogadora e capitã da seleção do País de Gales, encerrou a carreira em 1998 e passou a atuar na gestão esportiva. Desde abril de 2023, ocupa o cargo de vice-presidente do Comitê Feminino da UEFA.
Críticas à possível privatização do futebol
A dirigente se posicionou contra a proposta defendida por Infantino de capital privado. Em entrevista ao programa Newyddion S4C, do País de Gales, ela destacou a importância da governança e defendeu maior participação das entidades nas decisões da UEFA.
“Todos nós sabemos que há problemas com a liderança da FIFA, por isso é muito importante para nós, na Europa, demonstrarmos que estamos tentando ser um exemplo de boa governança, ou seja, usar os processos corretos e consultar a todos na UEFA. Portanto, é muito importante nos posicionarmos e dizer que a ameaça de tentar vender uma parte do futebol é algo que não podemos aceitar, e fazer a ameaça de um boicote”, afirmou.
Eleição em março de 2027
A eleição para a presidência da FIFA está marcada para 18 de março de 2027, durante o 77º Congresso da entidade, que será realizado em Rabat, no Marrocos. Após a polêmica envolvendo a possível proposta de Infantino, uma eventual renúncia do dirigente também passou a ser discutida nos bastidores.
Apesar da força política da UEFA, que conta com 55 votos, McAllister precisaria ampliar sua base de apoio entre outras confederações. Representantes da CAF (África), AFC (Ásia), Concacaf (América do Norte e Central) e Conmebol (América do Sul) também participarão da votação.
Foto: Gonzalo Fuentes




